A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC), por meio da Diretoria da Vigilância Epidemiológica (DIVE), confirma o registro dos dois primeiros óbitos por chikungunya no estado. O primeiro foi de um homem, de 83 anos, de Florianópolis, no dia 1º de janeiro. O segundo foi de uma mulher, de 85 anos, do município de Xanxerê, oeste do estado, no dia 17 de março. Um óbito permanece em investigação.
Neste ano, até 21 de março, foram notificados 269 casos prováveis de chikungunya, sendo que 179 foram confirmados. Dos 295 municípios catarinenses, 29 registraram casos prováveis da doença. Entre eles, os com maior número de casos foram: Xanxerê (144), Florianópolis (19), Campo Erê (17) e Chapecó (15). Os dados atualizados podem ser acompanhados no painel de monitoramento das arboviroses, em Vigilância em Saúde, Arbovírus - Dengue e Chikungunya.
“Os números confirmam um aumento considerável nas últimas semanas e também em relação ao mesmo período do ano passado. É importante destacar que os casos podem não ser necessariamente por infecção no município de residência, mas demonstram a identificação da circulação viral no estado e isso é o principal fator de risco para o início da transmissão da doença, uma vez que o vetor está presente na maioria dos municípios”, alerta o diretor da DIVE, João Augusto Brancher Fuck.
A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que também é responsável transmissão da dengue e zika. Os principais sintomas da doença surgem entre 4 e 8 dias após a picada do mosquito infectado, sendo febre alta (acima de 38,5°C), dor intensa nas articulações, dor muscular, dor de cabeça, cansaço extremo e manchas vermelhas na pele.
O diagnóstico é feito com base nos sintomas e pode ser confirmado por exames de sangue específicos, como testes sorológicos e PCR. A doença pode ser mais grave em idosos, recém-nascidos e em pessoas com doenças crônicas. A persistência da dor articular também pode afetar a qualidade de vida por meses após a infecção.