Os profissionais de diversas áreas da Secretaria de Estado da Saúde (SES) participaram, entre os dias 21 e 24 de outubro, de uma oficina para o aprimoramento da vigilância dos vírus respiratórios. O encontro também busca o fortalecimento das coordenações estaduais na preparação e resposta oportuna a futuras emergências de saúde pública, com ênfase nas Síndromes Respiratórias Agudas (SRAG).
Além das áreas de vigilância e assistência da SES, também participaram equipes de algumas unidades hospitalares, municípios, agricultura, Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e saúde indígena. O encontro foi promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Conselho de Secretários de Saúde (CONASS).
Foram discutidos e analisados estudos de casos, dentro de uma metodologia denominada Mosaico, no sentido de fortalecer os sistemas de saúde nas ações de prevenção, vigilância, preparação e resposta a patógenos com potencial epidêmico e pandêmico.
“A participação nesses espaços é fundamental para a troca de experiências e o aprimoramento contínuo do trabalho de vigilância que realizamos em Santa Catarina. É a partir da detecção precoce e oportuna de uma doença, que a rede pode se preparar para uma resposta”, destacou João Augusto Fuck, diretor da DIVE.
Ainda, a Oficina Mosaico busca contribuir para fortalecer a resiliência da vigilância em saúde pública, promovendo uma atuação coordenada e colaborativa entre os sistemas já existentes e ajudando a suprir lacunas de conhecimento. A partir disso, foi elaborado um Plano, com pontos a serem qualificados e medidas a serem implementadas na vigilância dos vírus respiratórios, pelas diferentes áreas da Secretaria.
O evento reforça o compromisso do Estado com a vigilância ativa, integrada e de excelência, contribuindo para a proteção da saúde da população catarinense e para o fortalecimento contínuo do Sistema Único de Saúde (SUS).
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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu o II Seminário Estadual de Vigilância das Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT), nesta terça e quarta-feira (14 e 15), em Florianópolis. O evento reuniu profissionais de saúde, gestores e parceiros estratégicos para fortalecer a vigilância, a prevenção e o cuidado das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), violências e acidentes em Santa Catarina. Foi debatido temas atuais, compartilhado experiências exitosas e alinhado processos de trabalho que impactam diretamente na qualidade da atenção à saúde.
As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) — como doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas — representam um importante desafio para a saúde pública, sendo responsáveis por grande parte das internações e óbitos evitáveis, da mesma forma que as violências interpessoais/autoprovocadas e lesões e óbitos no trânsito. Diante desse cenário, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) realizou o seminário para discutir políticas integradas e ações intersetoriais que contribuam para a redução desses impactos na população catarinense.
A programação contou com palestras, mesas-redondas e debates, reunindo especialistas, gestores e técnicos das áreas de vigilância, atenção primária e rede de atenção à saúde. Entre os temas apresentados estão o impacto digital na vida dos adolescentes e a Integração para o fortalecimento de ações estratégicas para o controle e a prevenção das Condições Crônicas no estado, entre outros.
“Com o envelhecimento populacional e as mudanças no estilo de vida, o impacto das DCNT tem crescido em todo o mundo, o que torna a vigilância dessas doenças uma questão crucial para a manutenção da saúde pública e a redução de desigualdades no acesso à saúde”, destaca Aline Piaceski Arceno, gerente de Análises Epidemiológicas e Doenças e Agravos Não Transmissíveis, da DIVE.
As DANT são as principais causas de adoecimento e morte no Brasil e no mundo. Esse grupo abrange tanto as DCNT, como as causas externas — acidentes de transporte terrestre, violências interpessoais e autoprovocadas. Além disso, o tabagismo, que também é classificado como uma doença, aparece como fator de risco importante e transversal, contribuindo para a ocorrência e o agravamento de diferentes condições crônicas.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que as DCNT são responsáveis por mais de 70% das mortes globais, sendo muitas delas prematuras (ocorridas entre 30 e 69 anos). No Brasil, as DCNT são responsáveis por 76% das mortes, com altos índices de mortalidade prematura (66,1%) e importantes impactos sociais, econômicos e a qualidade de vida da população. A presença simultânea de fatores de risco como hipertensão, obesidade, sedentarismo, tabagismo e uso nocivo de álcool tem contribuído para agravar esse cenário, especialmente após os efeitos da pandemia de Covid-19.
Entre as principais atividades da vigilância das DANT estão a coleta de dados epidemiológicos, a análise de indicadores de saúde, a implementação de programas preventivos e o desenvolvimento de campanhas educativas. Esses dados são fundamentais para a elaboração de políticas públicas eficazes, pois permitem entender o comportamento dessas doenças na população e identificar grupos mais vulneráveis. Além disso, a vigilância das DANT abrange a prevenção de agravos relacionados a acidentes e violência, que representam uma carga significativa para o sistema de saúde. Nesse contexto, as ações incluem campanhas de conscientização, iniciativas de segurança no trânsito e a promoção de ambientes mais seguros.
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A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com os municípios, está reforçando as ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. O objetivo é ampliar a prevenção e o controle das arboviroses por meio da integração de estratégias tradicionais com o uso de novas tecnologias.
Para isso, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) atualizou as Diretrizes Estaduais para a Prevenção e Controle das Arboviroses Urbanas. O documento aprovado pela Comissão Intergestores Tripartite (CIB), em agosto, propõe uma reestruturação no modelo de controle das arboviroses, por meio da implementação de novas tecnologias.
Entre as estratégias priorizadas estão: estratificação de risco territorial; implantação de ovitrampas para monitoramento entomológico; aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI); o uso de Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs); aplicação do biolarvicida Bacillus thuringiensis (Bti); e o emprego de adulticidas para controle vetorial.
“A integração dessas tecnologias junto às estratégias tradicionais de controle, aliada ao engajamento comunitário, fortalecem as políticas de vigilância, orientam as ações para áreas prioritárias e tornam o monitoramento e o controle entomológico mais eficiente”, destaca João Augusto Fuck, diretor da DIVE.
Além disso, a liberação de mosquitos com a bactéria Wolbachia e a de Inseto Estéril por Irradiação (TIE) poderão ser implementadas nos municípios mediante aprovação e fornecimento por parte do Ministério da Saúde.
Apoio aos municípios
A Secretaria de Estado da Saúde mantém apoio técnico constante aos municípios com atividades de controle do vetor e vigilância dos casos. Entre as ações estão a distribuição e aplicação de inseticidas, capacitações, visitas e reuniões técnicas nos municípios, auxílio na implantação de comitês para análise de óbitos relacionados a zoonoses, entre outras.
“É importante destacar que a SES continua mobilizada e se preparando para o enfrentamento da doença, mesmo no período de baixa transmissão. Todos precisam ficar atentos e fazer a sua parte: eliminar os criadouros do mosquito, que estão localizados dentro e no entorno dos domicílios”, alerta o diretor da DIVE.
O Estado está ampliando a atuação junto aos municípios com ações integradas que combinam vigilância, mobilização, assistência e comunicação. Ao mesmo tempo, a adoção de novas tecnologias e estratégias, como a BRI, representam um avanço decisivo na estratégia de prevenção e controle das arboviroses. As iniciativas fortalecem a resposta rápida, assertiva e sustentável das redes de saúde em todo o estado, aumentando a eficácia no controle do mosquito e na proteção da população.
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Em Santa Catarina foram registrados 51.651 focos do mosquito Aedes aegypti em 260 municípios este ano. Também ocorreram 113.527notificações de dengue, sendo que 26.934 foram considerados casos prováveis. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e constam no mais recente Informe Epidemiológico nº 13, que compreende até 11 de agosto de 2025.
Neste período foram confirmados 16 óbitos por dengue. Outros cinco óbitos estão sendo investigados pelas Secretarias Municipais de Saúde com apoio da SES. Dos 295 municípios catarinenses, 182 são considerados infestados pelo vetor.
“Nas últimas semanas ocorreu uma redução importante nos casos de dengue, associado ao inverno mais rigoroso e as ações realizadas pela Secretaria de Estado e municípios. De qualquer forma, observamos a necessidade de prosseguir com as medidas preventivas para evitar um aumento de casos quando as condições climáticas forem favoráveis”, destaca João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica.
Casos de chikungunya
O informe também registrou a ocorrência de 2.541 notificações de chikungunya no estado. Dessas, 835 foram considerados casos prováveis, sendo que 666 foram confirmados. Na comparação com o mesmo período do ano 2024, quando foram registrados 123 casos prováveis, observa-se um aumento de 578,9%. Mantém-se os quatro óbitos.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e apresenta sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, dor muscular, dor de cabeça, cansaço extremo e manchas vermelhas na pele. Em casos graves, pode levar à internação e até ao óbito, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades.
A SES segue realizando ações, mas reforça que o envolvimento da população é decisivo para reduzir o risco de epidemia.
Ações para eliminar o mosquito
A colaboração da população é essencial para conter a propagação das arboviroses em Santa Catarina. Por isso, medidas simples devem ser tomadas para evitar casos de dengue e chikungunya. São elas:
- Evite que a água da chuva fique depositada e acumulada em recipientes como pneus, tampas de garrafas, latas e copos;
- Não acumule materiais descartáveis desnecessários e sem uso em terrenos baldios e pátios;
- Trate adequadamente a piscina com cloro. Se ela não estiver em uso, esvazie-a completamente sem deixar poças de água;
- Manter lagos e tanques limpos ou criar peixes que se alimentem de larvas;
- Lave com escova e sabão as vasilhas de água e comida de seus animais de estimação pelo menos uma vez por semana;
- Coloque areia nos pratinhos de plantas e remova duas vezes na semana a água acumulada em folhas de plantas;
- Mantenha as lixeiras tampadas, não acumule lixo/entulhos e guarde os pneus em lugar seco e coberto.
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Em continuidade a campanha de multivacinação que começou no início do mês, no sábado, 18 de outubro, será realizado o Dia D de mobilização da Estratégia para Atualização da Caderneta de Vacinação de Crianças e Adolescentes menores de 15 anos, em Santa Catarina. Durante a ação, os municípios catarinenses estarão realizando estratégias diferenciadas, facilitando o acesso das famílias e garantindo que a população possa colocar as vacinas em dia.
A mobilização faz parte da campanha do Ministério da Saúde, que segue até o final de outubro em todos os municípios catarinenses. Entre as vacinas disponíveis estão aquelas que protegem contra poliomielite, sarampo, febre amarela, coqueluche, meningite, HPV, entre outras.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em conjunto com os municípios, já vem realizando um esforço conjunto desde a metade do ano, com foco na intensificação da vacinação contra o sarampo. Muitos casos da doença vêm sendo registrados em países do continente americano, inclusive no Brasil.
“A atualização da caderneta é essencial para garantir que nossas crianças e adolescentes estejam devidamente protegidos, evitando o risco de reintrodução e circulação de doenças já controladas”, destaca Arieli Fialho, gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).
Reforço contra a dengue
A data também vai oportunizar a vacinação contra a dengue, que tem se mostrado uma importante aliada no enfrentamento da doença. A vacina está disponível para crianças e adolescentes, entre 10 a 16 anos, em 100 municípios que fazem parte das Regiões de Saúde: Nordeste, Vale do Itapocu, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Oeste, Alto Uruguai Catarinense e Foz do Itajaí.
A vacinação contra a dengue enfrenta dificuldades para atingir a meta de imunização em várias regiões do estado. Até o dia 6 de outubro, apenas 25,45% do público-alvo completou a segunda dose. O imunizante é aplicado em duas doses, com um intervalo de três meses entre elas.
Para João Augusto Fuck, diretor da DIVE, a vacina vai reforçar o combate à doença em áreas que têm registrado aumento significativo no número de casos de dengue. “Essas ações fazem parte de um esforço conjunto para reduzir a incidência da doença e proteger a saúde da população”, completa.
A vacinação é gratuita e reduz as complicações causadas pelas doenças. Também ajuda a diminuir a circulação dos vírus. Proteja quem está ao seu redor. Vacinar é um ato de cuidado e responsabilidade.
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