Com o avanço dos focos do mosquito Aedes aegypti e o crescimento contínuo das notificações de dengue e chikungunya, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), alerta para uma tendência de aumento dos casos na temporada 2026.
O estado vem apresentando um aumento médio de casos prováveis de dengue. Segundo os dados do Informe Epidemiológico, do dia 4 a 19 de janeiro, foram registradas 1.946 notificações de dengue, das quais 1.215 são consideradas casos prováveis. Na comparação com o mesmo período do ano 2025, onde foram registrados 701 casos prováveis, observa-se um aumento de 73% no número de casos prováveis.
Foram identificados 2.007 focos do mosquito em 199 municípios. Entre os 295 municípios catarinenses, 184 são classificados como infestados pelo Aedes aegypti.
“O cenário que vinhamos alertando desde o final ano passado está se concretizando, por isso, que as ações que iniciamos em 2023 seguem continuamente. Como governo do Estado estamos fazendo a nossa parte juntamente com os municípios, mas apelo a população que mantenha hábitos de prevenção, como eliminar água parada, manter seus quintais e calhas limpos e permitir a entrada de agentes de endemias nas residências. Nosso foco é salvar vidas”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
Para as próximas semanas, há uma tendência de aumento de casos, sendo fundamental a intensificação das ações junto aos municípios para enfrentamento da doença, envolvendo o controle vetorial, a vigilância epidemiológica e a assistência aos casos suspeitos e confirmados.
“O avanço das arboviroses em Santa Catarina resulta de uma combinação de fatores ambientais e comportamentais. As condições climáticas atuais favorecem a reprodução do Aedes aegypti e, ao mesmo tempo, ainda enfrentamos desafios para que a população mantenha práticas preventivas de forma contínua. O enfrentamento é complexo: não basta eliminar criadouros, é preciso manter vigilância permanente e fortalecer o engajamento de todos”, destaca João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).
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Nota de Alerta nº 001/2026 - Potencial Aumento do Número de Casos de Dengue e Chikungunya SC
Entre as ações prioritárias estão a identificação e o monitoramento das áreas de maior risco para transmissão, além da realização de atividades intersetoriais, como mutirões, com foco na eliminação de recipientes e objetos que favoreçam a proliferação do mosquito, ação que deve ser realizada por todos.
A DIVE também reforça a importância da procura de um serviço de saúde diante dos sintomas da doença, como febre, dores pelo corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar, manchas vermelhas pelo corpo, entre outros.
O enfrentamento das arboviroses depende da atuação integrada entre poder público, profissionais de saúde e população, com foco na prevenção, detecção precoce e assistência adequada aos pacientes.
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O Dia Mundial de Combate e Prevenção à Hanseníase é celebrado este ano no dia 25 de janeiro, último domingo do mês. O objetivo é sensibilizar a sociedade para a eliminação da hanseníase como problema de saúde pública, fortalecer o diagnóstico precoce, qualificar a assistência e combater o estigma e a discriminação. A hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito, seguro e está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Doença infectocontagiosa causada por uma bactéria, a hanseníase é transmitida principalmente pelas secreções respiratórias e pelo contato íntimo e prolongado com pessoas não tratadas. Entre os principais sintomas estão manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele com diminuição ou perda de sensibilidade, dormência, formigamento, redução da força em mãos, pés ou pernas, queda de pelos e ressecamento da pele.
A identificação dos sinais ainda na fase inicial é fundamental, pois o diagnóstico e o tratamento oportunos evitam a progressão da doença, o surgimento de incapacidades físicas e a transmissão para outras pessoas.
No Brasil, a hanseníase segue como um problema de saúde pública e ocupa a segunda posição mundial em número de casos novos. Em 2024, foram notificados 22.129 casos na população geral, com taxa de detecção de 10,41 casos por 100 mil habitantes, considerada de alta endemicidade pelo Ministério da Saúde. Destes, 921 foram diagnosticados em menores de 15 anos.
Santa Catarina possui uma das menores taxas de detecção do país, entre os parâmetros de média e baixa endemicidade. No ano de 2024, foram registrados 128 casos, o que corresponde a uma taxa de 1,59 caso por 100 mil habitantes. Destes, quatro foram identificados em crianças.
Serviço especializado em SC
Para garantir assistência aos casos identificados, SC conta com um serviço de referência especializado. O Hospital Santa Teresa, em São Pedro de Alcântara, é um serviço de destaque estadual em hanseníase, oferecendo atendimento a pacientes com dúvida diagnóstica, quadros de reação hansênica, neurite ou resposta inadequada ao tratamento. O cuidado é realizado tanto em regime ambulatorial, por meio de consultas periódicas, quanto por internação hospitalar, quando indicada, com atuação de uma equipe multidisciplinar experiente formada por médicos, enfermeiros e fisioterapeutas. Além dos serviços, a unidade desempenha papel estratégico na formação e qualificação de profissionais de saúde, com programa de residência médica em dermatologia e ações contínuas de capacitação para médicos e equipes de saúde de todas as regiões.
Apesar dos indicadores favoráveis, o estado ainda enfrenta desafios, com parte dos casos diagnosticados de forma tardia. Em 2024, 16% dos casos novos foram diagnosticados já com grau 2 de incapacidade física, ou seja, com sequelas visíveis e incapacitantes. Segundo o Ministério da Saúde, proporções acima de 10% são consideradas elevadas e indicam diagnóstico tardio, além de sugerirem possível prevalência oculta da doença.
“Uma das principais estratégias para o diagnóstico precoce é o exame de contatos — pessoas que convivem ou conviveram de forma próxima e prolongada com casos de hanseníase. Em 2024, 78,2% dos contatos dos casos novos em Santa Catarina foram avaliados, índice que evidencia a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância, acompanhamento e cuidado contínuo”, destaca Regina Valim, infectologista da Diretoria de Vigilância Epidemiológica.
Dados preliminares de 2025, extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net), indicam 121 casos novos detectados na população geral, sendo dois em menores de 15 anos. Em relação à avaliação do grau de incapacidade física no momento do diagnóstico, 89,3% dos casos foram avaliados, e, destes, 16,7% apresentaram grau 2. A proporção de cura é de 66,5%, e 74,0% dos contatos dos casos novos foram examinados. Esses indicadores ainda estão sujeitos a atualização até o final de março, quando a base de dados será consolidada.
Da doença a cura
A evolução da doença costuma ser lenta. Os sintomas podem levar dois anos ou mais para se manifestar após a infecção. Trata-se de um agravo de notificação compulsória em todo o território nacional, com investigação obrigatória.
Após a alta por cura, é recomendado o acompanhamento clínico periódico dos pacientes, especialmente para a identificação de reações hansênicas tardias, monitoramento e manejo de sequelas físicas, além da orientação para o autocuidado e promoção da qualidade de vida.
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Doença infecciosa e transmissível, a tuberculose, apesar de ter cura, ainda representa um desafio para a saúde pública. O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento adequado e em tempo oportuno. No Dia Nacional de Combate à Tuberculose, 17 de novembro, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça que a vacina BCG é uma maneira de proteção contra as formas graves de tuberculose e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, devendo ser feita após o nascimento. Santa Catarina oferece tratamento e imunizante pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a tuberculose atinge principalmente os pulmões, mas pode comprometer outros órgãos. A transmissão ocorre durante a fala, tosse ou espirro de pessoas infectadas. Entre os sintomas mais comuns estão tosse persistente por mais de duas ou três semanas, febre no fim do dia, suores noturnos, cansaço e emagrecimento.
A vacina BCG é uma das primeiras vacinas que o bebê recebe. Ela protege contra as formas graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, doenças que podem ser fatais nas crianças pequenas. Aplicada em dose única, a vacina não evita todas as formas de tuberculose, mas protege contra as mais graves, que podem ser fatais em bebês e crianças. No estado foram aplicadas 83,18% das doses em crianças menores de um ano de idade, de janeiro até novembro de 2025.
“Identificar precocemente a doença é fundamental para interromper a cadeia de transmissão e garantir maiores chances de cura. O diagnóstico rápido e o início imediato do tratamento são essenciais para a recuperação do paciente e para a redução do risco de contaminação de outras pessoas”, ressalta João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).
O tratamento da tuberculose é feito com uma combinação de antibióticos específicos e está disponível no SUS. São administrados ao longo de um período de seis meses a um ano, dependendo da forma da apresentação da doença.
A SES reforça a importância da mobilização da sociedade no enfrentamento da tuberculose. O incentivo à busca por atendimento diante de sintomas suspeitos e o apoio às pessoas em tratamento são medidas importantes para o controle da doença em Santa Catarina.
Números em SC
O Brasil integra a lista dos 30 países com maior número de casos de tuberculose e de casos de coinfecção tuberculose-HIV. Em Santa Catarina, no ano de 2024, foram notificados 2.339 casos novos de tuberculose, com 1.979 casos da forma pulmonar e incidência de 29 casos por 100 mil habitantes, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
Neste mesmo ano, 88% do total dos casos novos notificados realizaram teste para HIV e 14,3% são coinfectados Tuberculose/HIV. Além disso, em 2022, 28 municípios catarinenses foram reconhecidos pela SES por atingirem as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde relacionadas ao diagnóstico, tratamento e prevenção da doença.
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O Estado de Santa Catarina, em parceria com os municípios, realiza neste sábado, 8, o dia D de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Ao longo do ano, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) já vem realizando ações de combate, que se intensificaram com a mobilização iniciada no dia 27 de outubro e seguem ao longo do mês de novembro.
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), o objetivo da ação é intensificar as medidas de prevenção e controle do vetor em todo o estado. Além disso, reforçar a importância da participação da população no combate aos criadouros do mosquito.
O engajamento de todos é essencial para conter a disseminação das doenças. “O controle do mosquito Aedes aegypti depende de uma ação contínua e coletiva. Pequenas atitudes, como eliminar recipientes que acumulam água, podem evitar a proliferação do mosquito e proteger vidas”, destaca o diretor da DIVE, João Augusto Fuck.
Com a chegada do período de temperaturas mais altas e chuvas frequentes, a atenção deve ser redobrada. O Dia D faz parte das ações de enfrentamento às arboviroses previstas para a temporada 2025/2026, com foco na mobilização social e fortalecimento das estratégias de vigilância nos municípios.
Aliado a isso, a SES continua realizando ações estratégicas para eliminar o mosquito. Uma das iniciativas foi a aplicação de inseticida com a técnica de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) nas dependências do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e no Batalhão da Polícia Militar, além de outras ações que serão realizadas ao longo do mês. Até o momento, mais de 440 profissionais já foram treinados para realizar a aplicação do produto, abrangendo 195 municípios catarinenses.
Também, entre os dias 04 e 05 de novembro, foi realizado mais uma edição do Seminário Estadual das Arboviroses Urbanas em Santa Catarina. O encontro promoveu discussão com pesquisadores e profissionais sobre o cenário epidemiológico e ações a serem intensificadas.
O sucesso das ações depende do envolvimento de cada cidadão. Ao eliminar recipientes que acumulam água, todos contribuem diretamente para a redução dos focos do mosquito. A luta contra a dengue, zika e chikungunya é diária — e começa dentro de casa.
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A partir da próxima semana adolescentes entre 10 e 14 anos de todos os municípios catarinenses poderão se vacinar contra a dengue. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) irá iniciar a distribuição das doses nesta sexta-feira, 23, para todas as regionais de saúde. Até então, a vacinação estava concentrada em 100 municípios, distribuídos em sete regiões e contemplava adolescentes de 10 a 16 anos de idade.
De acordo com o Secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, a ampliação representa um avanço no enfrentamento da dengue no estado. “A vacina é uma ferramenta fundamental de prevenção, especialmente para crianças e adolescentes. Com as novas doses, conseguimos ampliar a cobertura e garantir que todos os municípios catarinenses possam vacinar a faixa etária prioritária”, afirma.
O Estado recebeu 75.600 doses da vacina e para viabilizar a expansão da campanha, a SES pactuou com os municípios a vacinação exclusiva da faixa etária recomendada pelo Ministério da Saúde, de 10 a 14 anos. Com isso, adolescentes de 15 e 16 anos não iniciarão novos esquemas vacinais neste momento, sendo garantida apenas a aplicação da segunda dose para aqueles que já haviam iniciado a imunização anteriormente.
A SES orienta pais e responsáveis a procurarem a unidade de saúde mais próxima para verificar o início da vacinação em seu município e reforça que, mesmo com a ampliação da imunização, as medidas de prevenção continuam sendo fundamentais, como a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti.
“Este é um momento que pede atenção e compromisso de todos. Cada atitude conta para reduzir a transmissão da doença”, destaca o diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), João Augusto Fuck. Ele lembra que a ação mais simples e eficaz continua sendo eliminar os criadouros do mosquito, que, na maioria das vezes, estão dentro das próprias casas ou bem próximos a elas, como em quintais, vasos, calhas e recipientes com água parada.
Ações para eliminar os criadouros do mosquito:
- Evite que a água da chuva fique depositada e acumulada em recipientes como pneus, tampas de garrafas, latas e copos;
- Não acumule materiais descartáveis desnecessários e sem uso em terrenos baldios e pátios;
- Trate adequadamente a piscina com cloro. Se ela não estiver em uso, esvazie-a completamente sem deixar poças de água;
- Manter lagos e tanques limpos ou criar peixes que se alimentem de larvas;
- Lave com escova e sabão as vasilhas de água e comida de seus animais de estimação pelo menos uma vez por semana;
- Coloque areia nos pratinhos de plantas e remova duas vezes na semana a água acumulada em folhas de plantas;
- Mantenha as lixeiras tampadas, não acumule lixo/entulhos e guarde os pneus em lugar seco e coberto.
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