Santa Catarina recebeu as primeiras 20.170 doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (Pneumo 20) para ampliar a proteção contra doenças graves causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O novo imunizante passa a integrar o Calendário Nacional de Vacinação Infantil e a rotina dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
A distribuição às Regionais de Saúde iniciou essa semana. A primeira remessa é destinada à rotina de vacinação das crianças e a aplicação começará nas unidades de saúde dos municípios. A Pneumo 20 substituirá gradualmente a vacina pneumocócica 10-valente (Pneumo 10).
O novo imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a cobertura contra formas graves da doença pneumocócica e fortalecendo a proteção das crianças. Além de prevenir doenças invasivas, a incorporação da vacina acompanha a evolução do perfil epidemiológico dos sorotipos circulantes.
“A nova vacina representa um importante avanço para a saúde pública. A ampliação da proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria pneumocócica contribui para reduzir internações, complicações e óbitos, especialmente entre as crianças menores de cinco anos, que estão entre os grupos mais vulneráveis às formas graves da doença”, destaca João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).
A doença pneumocócica é uma das principais causas de infecções graves na infância. Além da pneumonia e da meningite, a bactéria pode causar infecções generalizadas, como a sepse, e deixar sequelas permanentes. A ampliação da proteção é considerada um importante avanço na prevenção dessas doenças.
Como será a vacinação
Durante o período de transição, conforme orientação do Ministério da Saúde, o esquema vacinal infantil contra o pneumococo será realizado da seguinte forma:
- 2 meses de idade: uma dose da vacina Pneumo 20;
- 4 meses de idade: uma dose da vacina Pneumo 10;
- 12 meses de idade: uma dose de reforço da Pneumo 20.
Após o esgotamento dos estoques da Pneumo 10, o esquema vacinal passará a ser realizado exclusivamente com a vacina Pneumo 20.
Ressalta-se que crianças com esquema vacinal pneumocócico completo e encerrado não possuem indicação para recebimento de dose adicional da vacina Pneumo 20.
Vacina amplia proteção
Além da vacinação infantil, a Pneumo 20 também passa a integrar a rotina dos CRIEs no estado. Nesses serviços, o imunizante será ofertado para pessoas com condições clínicas especiais e fatores de risco que aumentam a suscetibilidade às formas graves da doença pneumocócica, ampliando a proteção de grupos mais vulneráveis, mediante encaminhamento médico.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) orienta pais e responsáveis a manterem a caderneta de vacinação das crianças atualizada e a procurarem as salas de vacina para garantir a proteção contra doenças preveníveis. A vacinação continua sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir hospitalizações, complicações e mortes por doenças infecciosas.
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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou nesta terça-feira, 9, uma capacitação para fortalecer o enfrentamento às hepatites virais, em Florianópolis. O evento reúne médicos residentes do Programa de Medicina de Família e Comunidade e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) de todo o estado, de forma presencial e com transmissão online para ampliar o alcance das atividades.
A capacitação aborda temas relacionados às hepatites virais, com foco na qualificação dos profissionais para o diagnóstico precoce, manejo clínico dos pacientes e fortalecimento das ações de prevenção nos territórios onde atuam.
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), o encontro busca fortalecer a rede de atenção à saúde por meio da atualização técnica dos profissionais que estão na linha de frente do atendimento à população.
“Os médicos da Atenção Primária e os residentes em Medicina de Família desempenham um papel fundamental na identificação precoce dos casos, no encaminhamento adequado dos pacientes e no desenvolvimento de ações educativas junto à comunidade. Investir na capacitação desses profissionais é uma estratégia essencial para ampliar o diagnóstico e reduzir os impactos das hepatites virais”, destaca Regina Valim, médica infectologista da DIVE.
Além de atualizar conhecimentos clínicos, a atividade reforça a importância da atuação integrada entre vigilância e assistência, contribuindo para a ampliação do acesso aos testes, à vacinação e aos tratamentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem evoluir de forma silenciosa por muitos anos. Por isso, a informação, a prevenção e o diagnóstico precoce são considerados fundamentais para reduzir a transmissão e garantir o tratamento oportuno dos pacientes.
A iniciativa integra as estratégias de preparação para o Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização e ao combate das hepatites virais em todo o país. O encontro foi promovido pela DIVE e Escola de Saúde Pública de SC (ESPSC), ambas da SES, com apoio do Ministério da Saúde.
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Com a chegada de novas doses da vacina contra a gripe, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) amplia, a partir da próxima segunda-feira, 1º de junho, a vacinação para toda a população acima de 6 meses de idade em Santa Catarina. O Estado segue estimulando a vacinação dos grupos prioritários e a medida busca reduzir hospitalizações e casos graves provocados pela influenza. A vacina é gratuita e está disponível em todo o estado.
Atualmente menos de 40% do público prioritário foi vacinado em Santa Catarina. A meta é alcançar 90% de cobertura vacinal. Esse grupo inclui idosos, gestantes, crianças de 6 meses a menos de 6 anos, mais suscetíveis às formas graves da doença. Até o momento foram confirmados 734 casos de Influenza, com 52 óbitos, sendo a maioria em idosos (37).
“Com as doses da vacina contra a influenza recebidas nesta e na próxima semana, estamos liberando a vacinação para toda a população em Santa Catarina. Fazemos um apelo para que todos se vacinem, pois as síndromes respiratórias podem ser fatais. Catarinenses já perderam a vida, e é fundamental imunizar o maior número possível de pessoas com os estoques disponíveis. A vacina segue disponível e prioritária para idosos, crianças e pessoas com comorbidades, que são mais suscetíveis às formas graves da doença. O apoio da população é essencial neste momento. O poder público tem ampliado a capacidade de atendimento, com mais leitos de UTI e reforço na estrutura de saúde, mas a prevenção continua sendo a nossa principal aliada. Por isso, reforçamos o pedido para que todos se vacinem”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
Na próxima segunda-feira, uma nova remessa de 304 mil doses será recebida e distribuída às regiões de saúde. Com esse lote, Santa Catarina alcança o total de 2,4 milhões de doses da vacina contra a Influenza recebidas em 2026.
Com a queda das temperaturas e o aumento da circulação de vírus respiratórios, a SES reforça a importância de que o público-alvo procure as salas de vacinação das unidades de saúde para se imunizar o quanto antes.
O imunizante é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e protege contra os principais vírus influenza em circulação no Brasil: influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e influenza B. A proteção se inicia entre duas e três semanas após a aplicação.
A SES orienta ainda que crianças que receberão a vacina contra a gripe pela primeira vez devem tomar duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas. A vacina pode ser administrada simultaneamente com outras do Calendário Nacional de Vacinação.
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O seminário é voltado aos profissionais das equipes municipais e regionais envolvidos na assistência à gestante e à criança, atuantes na vigilância do óbito e integrantes dos comitês de prevenção dos óbitos maternos, infantis e fetais. A programação conta com debates sobre a importância das informações em mortalidade, a qualificação dos processos de investigação dos óbitos e a organização da rede de atenção à saúde para a redução das mortalidades materna, infantil e fetal.
“A vigilância do óbito é uma ferramenta essencial para compreendermos as fragilidades da assistência e avançarmos em políticas públicas mais efetivas. Cada informação analisada representa uma oportunidade de prevenir novas perdas e fortalecer o cuidado à população”, destaca Aline Arceno, gerente de Análises Epidemiológicas e Doenças e Agravos Não Transmissíveis, da DIVE.
A vigilância do óbito envolve desde o correto preenchimento da Declaração de Óbito pelo profissional médico até o fluxo de entrega e recolhimento nas unidades notificadoras, a codificação da causa básica e a inserção dos dados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). O processo contempla o monitoramento dos indicadores e a qualificação das informações registradas. Além disso, monitora os óbitos maternos, infantis e fetais, considerados de investigação obrigatória em todo o território nacional. A partir da investigação e da identificação de fatores relacionados às mortes, é possível avaliar criticamente a assistência prestada à mulher e à criança, discutir a evitabilidade dos casos e recomendar melhorias nos serviços de saúde.
Entre os destaques da programação está o lançamento do e-book de experiências exitosas, publicação que reúne relatos de práticas desenvolvidas por municípios catarinenses voltadas à vigilância do óbito e à atenção materno-infantil. A iniciativa busca incentivar o compartilhamento de experiências bem-sucedidas, fortalecer práticas em saúde e inspirar novas estratégias nos municípios.
Outro tema de relevância será a apresentação dos primeiros resultados da implementação da Vigilância do Near Miss Materno em Santa Catarina. A estratégia visa identificar, de forma oportuna, situações graves ocorridas durante a gestação, parto e puerpério que representaram risco iminente de morte para a mulher. O objetivo é utilizar essas informações para conhecer melhor o cenário catarinense, qualificar a assistência à gestante, parturiente e puérpera e contribuir para a prevenção de óbitos maternos no estado.
O seminário também aborda a implantação da Linha de Cuidado Materno-Infantil de Santa Catarina, reforçando a importância da organização da rede de atenção à saúde, da integração entre os diferentes níveis de assistência e do fortalecimento das ações de cuidado integral à mulher e à criança.
Ao longo dos dois dias, o seminário promove painéis técnicos, apresentação de experiências exitosas dos municípios e debates sobre estratégias para qualificar a assistência materno-infantil e aprimorar os processos de investigação dos óbitos. A iniciativa também fortalece a integração entre vigilância e assistência, contribuindo para a tomada de decisões mais assertivas, o aperfeiçoamento das políticas públicas e a redução das mortes maternas, infantis e fetais evitáveis em Santa Catarina.
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Com a aproximação da Copa do Mundo e o aumento da circulação internacional de pessoas, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância da vacinação contra o sarampo para quem pretende viajar ao exterior. A doença é altamente contagiosa e segue registrando casos em diversos países, representando risco principalmente para pessoas não imunizadas. A vacina é gratuita e está disponível nas unidades de saúde.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as Américas registraram mais de 20 mil casos de sarampo apenas nos primeiros meses de 2026. Os maiores surtos estão concentrados justamente nos países que sediarão a Copa do Mundo — Estados Unidos, Canadá e México —, aumentando o risco de exposição para viajantes não vacinados ou com esquema incompleto.
Por isso, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) orienta que todas as pessoas verifiquem sua situação vacinal antes de embarcar. A recomendação é que a vacinação esteja em dia, especialmente para aqueles que participarão de eventos com grande concentração de pessoas, como as competições esportivas internacionais.
“Para quem pretende ir à Copa, a orientação é tomar a vacina tríplice viral pelo menos 15 dias antes da viagem. Os pais podem ainda adiantar a aplicação das doses de vacina das crianças a partir de 6 meses que forem viajar para áreas endêmicas. O cuidado é necessário, pois o evento reúne pessoas de diferentes países e continentes, aumentando a possibilidade de circulação de vírus e outras doenças transmissíveis”, destaca João Augusto Fuck, diretor da DIVE.
A vacina contra o sarampo é a principal forma de prevenção individual e coletiva, integra o Calendário Nacional de Vacinação e é aplicada por meio da vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.
A SES reforça que a atualização da caderneta vacinal deve ser feita com antecedência. “A proteção é importante durante a viagem e para evitar a reintrodução do vírus no Brasil após o retorno”, ressalta o diretor.
Transmissão e sintomas
O sarampo é transmitido por secreções respiratórias expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Os principais sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para complicações como pneumonia, encefalite e até óbito.
Recomendações para viajantes
- Verificar a carteira de vacinação antes da viagem;
- Certificar-se de ter recebido as doses recomendadas da vacina contra o sarampo;
- Procurar uma unidade de saúde em caso de dúvidas sobre o histórico vacinal;
- Ficar atento ao surgimento de sintomas durante ou após a viagem;
- Buscar atendimento médico e informar o histórico de deslocamento caso apresentem febre, manchas vermelhas pelo corpo ou outros sinais compatíveis com a doença.
Esquema vacinal
O esquema de vacinação contra o sarampo prevê:
- Duas doses da vacina para pessoas de 12 meses a 29 anos;
- Pelo menos uma dose para adultos de 30 a 59 anos;
- Duas doses para profissionais de saúde, independentemente da idade.
Situação da doença no país
Embora o Brasil tenha recuperado, em 2024, a certificação de país livre da circulação endêmica do sarampo, casos importados continuam sendo registrados. Em 2025, foram confirmados 38 casos no país, em diferentes estados. Parte associada a viagens internacionais, outros em pessoas sem vacinação ou com esquema vacinal incompleto.
Em 2026, foram confirmados dois casos em estados diferentes e com ausência de registro de vacinação: um em São Paulo, associado a viagem internacional; e outro no Rio de Janeiro, com fonte de infecção desconhecida.
Santa Catarina mantém vigilância permanente para o sarampo por meio da notificação imediata de casos suspeitos, investigação epidemiológica e monitoramento da cobertura vacinal. A manutenção do status de eliminação da doença depende da vacinação oportuna da população e da atenção dos viajantes que se deslocam para áreas com circulação do vírus.
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