Estado de Santa Catarina sedia evento do Ministério da Saúde sobre hepatite C

Florianópolis recebeu hoje (10) a Oficina do Ministério da Saúde de Atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas - PCDT, para hepatite C e coinfecções para a Região Sul do País. O estado é o primeiro, no Brasil, a receber o evento de capacitação voltado a profissionais da saúde (médicos, farmacêuticos e enfermeiros) que trabalham em serviços de atendimento a pessoas com hepatite C. Participaram do evento profissionais dos três estados da região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

De acordo com a gerente de vigilância das IST, HIV/Aids e Hepatites Virais da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde Santa Catarina, Nardele Juncks, a discussão é importante para reforcar as ações de prevenção e eliminação da hepatite C na região Sul. “Estamos felizes em receber em Santa Catarina essa oficina. A capacitação é fundamental para atualizar os profissionais, p realização do diagnóstico, tratamento buscando a redução das taxas de incidência e mortalidade por hepatites virais no estado”, revela a gerente.

Em Santa Catarina, os casos de hepatite C tem aumentado ao longo dos anos. De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela DIVE/SC, entre 2010 e 2017, a taxa de detecção de hepatite C apresentou elevação de 75%, com um aumento de 9,6 casos/100 mil habitantes em 2010 para 16,8 casos/100 mil habitantes em 2017.

Para reduzir esses números, o Ministério da Saúde lançou, em 2018, um plano de eliminação da hepatite C no Brasil até 2030. Para o coordenador da Área de Hepatites Virais do Ministério da Saúde e palestrante do evento, Gláucio Mosimann Júnior, hoje um dos grandes desafios é encontrar as pessoas que ainda não foram diagnosticadas e fazer com que elas iniciem o tratamento. “Todas as pessoas com mais de 40 anos devem ser testadas pela menos uma vez para Hepatite C”, ressalta o coordenador.

O Ministério da Saúde adquiriu 50 mil novos tratamentos para atender as metas do plano de eliminação. O tratamento possibilita uma chance de cura de mais de 90% e está disponível no SUS. Para 2020, pretende-se até dezembro aumentar o número de tratamentos dispensados de 12 mil (2018) para 50 mil por ano. Assim, espera-se reduzir em 65% a mortalidade por hepatite C até 2030, além de ampliar o diagnóstico e tratamento para reduzir em 90% o número de novos casos.

Julho Amarelo

Em janeiro deste ano, foi sancionada a Lei que institui o “Julho Amarelo”, dedicado a chamar a atenção para a luta contra as hepatites virais e reforçar a iniciativas de vigilância, prevenção e controle. O mês comemorativo foi criado com base na data escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a celebração do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais (28 de julho), com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos, alertar sobre as formas de prevenção e estimular as pessoas a se vacinarem contra as hepatites A e B e a buscarem o diagnóstico precoce.

Hepatite C

A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV). Quando a infecção pelo HCV persiste por mais de seis meses, o que é comum em até 80% dos casos, caracteriza-se a evolução para a forma crônica. Cerca de 20% das pessoas infectados cronicamente pelo HCV podem evoluir para cirrose hepática e cerca de 1% a 5% para câncer do fígado. A transmissão pode ocorrer através da transfusão de sangue; do compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, entre outros), higiene pessoal; ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings sem atenção à esterilização ou ao uso de equipamentos descartáveis; da mãe infectada para o filho durante a gravidez (mais rara).

Hepatite C é lenta e silenciosa. Por isso, muitos demoram a procurar atendimento médico. O diagnóstico precoce das hepatites virais aumenta chance de tratamento e cura (impedindo que ocorram complicações). Os testes rápidos da hepatite B e C são ofertados na rede de serviços da atenção básica.

 

Amanda Mariano
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