Boletim Epidemiológico Febre Amarela n° 18/2018 – 18 de dezembro de 2018

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) divulga o boletim n° 18/2018 sobre a situação epidemiológica da febre amarela (FA), vigilância de epizootias de Primatas Não Humanos – PNH (macacos) e eventos adversos pós-vacinação, em Santa Catarina, com dados até o dia 18 de dezembro de 2018.

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

Vigilância de casos humanos

No período de 01 janeiro a 18 de dezembro de 2018, foram notificados 57 casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina. Desses, 01 foi confirmado por critério laboratorial, 56 foram descartados (25 pelo critério laboratorial e 31 pelo critério clínico epidemiológico), (Tabela 1).

Tabela 1: Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e evolução. SC, 2018.

Fonte: SINAN NET (com informações até 18 de dezembro de 2018).

O caso confirmado de febre amarela é de um residente do município de Gaspar, com histórico de viagem para o município de Mairiporã/SP, o que caracteriza como sendo um caso importado.

A tabela 2 mostra a distribuição dos casos por Região de Saúde e município de residência.

Tabela 2. Casos notificados para febre amarela segundo região de saúde e município de residência. SC, 2018.

Fonte: SINAN NET (com informações até 18 de dezembro de 2018).

Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos)

Os dados das epizootias serão divulgados conforme sazonalidade da doença e com a padronização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde para melhor comparabilidade dos dados com os demais Estados da federação. Dessa maneira, será considerado o período de julho de 2018 a junho de 2019.

No período de julho de 2018 a junho de 2019, foram notificadas 55 mortes de PNH em 18 municípios de Santa Catarina (Tabela 3). 

Tabela 3. Distribuição do número de PNH acometidos, por município de ocorrência e classificação, SC (jul/2018 a jun/2019).

 

Fonte: SINAN NET (com informações até 18 de dezembro de 2018).

Do total de PNH acometidos, 10 (18,1%) tiveram a causa do óbito indeterminada (sem possibilidade de diagnóstico devido à ausência de coleta de amostras para análise), 43 (78,1%) permanecem em investigação e apenas 02 (3,8%) foram descartadas.

Os municípios que registraram epizootias no período de monitoramento de julho 2018 a junho de 2019 estão dispostos na figura 2. Até o dia 18 de dezembro de 2018, o estado de Santa Catarina não registrou nenhuma epizootia confirmada por FA.

Fonte: SINAN NET/ Informações até 18 de dezembro de 2018.

Figura 2. Epizootias em PNH segundo município de ocorrência, SC, jul/2018 a jun/2019.

Historicamente, a maior frequência de óbitos de PNH ocorre entre os meses de dezembro a maio (período sazonal), momento em que os serviços de vigilância devem estar mais sensíveis à suspeição de casos humanos e à ocorrência de epizootias. Sendo assim, é essencial que a população diante do conhecimento de mortes de PNH, informe em até 24 horas, as autoridades de saúde para que as coletas de amostras ocorram em tempo oportuno visando a redução do número de epizootias indeterminadas.

Eventos Adversos Pós Vacinação

No período de 1º de janeiro a 17 de dezembro de 2018, foram aplicadas 423.917 doses da vacina contra a febre amarela no estado de Santa Catarina. Nesse período, foram notificados 11 (0,002%) casos suspeitos de evento adverso grave pós-vacinação. Destes, 8 (63,63%) foram descartados e 3 (36,36%) foram confirmados.

Reforça-se que a vacina contra a febre amarela é considerada segura, sendo a medida mais eficaz para a proteção contra a doença. Ela é feita a partir de vírus vivo atenuado, que estimula a produção de anticorpos contra a doença. A ocorrência de eventos adversos, em especial os considerados graves, é rara, necessita de atendimento médico imediato e deve ser investigada pela vigilância 

Mais informações 

• Hotsite da DIVE/SC sobre Febre Amarela: http://dive.sc.gov.br/febre-amarela/

• Página sobre febre amarela do Ministério da Saúde: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao  

• Página da Anvisa sobre saúde do viajante: http://portal.anvisa.gov.br/dicas-de-saude-para-viagem

 


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