Santa Catarina registra aumento de casos autóctones de dengue

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) informa que, de acordo com o Boletim Epidemiológico n°08/2018 de Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina, atualizado em 28 de abril de 2018, foram confirmados 14 casos autóctones de dengue (transmissão dentro do estado), todos com Local Provável de Infecção (LPI) no município de Itapema. Destes, 13 são residentes em Itapema e 1 é residente no município de Balneário Camboriú. Há ainda outros 5 casos importados (transmissão fora do estado), esses pacientes residem nos municípios de Biguaçu, Canoinhas, Joinville e São José. Em comparação com o último boletim, houve a confirmação de mais 7 (sete) casos autóctones e 1 caso importado.

Considerando a situação epidemiológica da dengue em Itapema, entre os dias 23 e 27 de abril foi realizada uma ação de bloqueio contra o mosquito Aedes aegypti. A força-tarefa foi concentrada no bairro Morretes, onde vem ocorrendo a transmissão.

De acordo com o Coordenador da Sala Estadual para o combate ao Aedes aegypti/SC, João Fuck: “A força-tarefa foi intensificada tanto na eliminação, na adequação e no tratamento químico de recipientes, quanto na inspeção de depósitos de difícil acesso (como caixas d´água e calhas)”. 

 

Mais de 2.500 visitas foram realizadas e 13 caminhões de entulhos recolhidos. A ação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde de Itapema em conjunto com a Gerência Regional de Saúde de Itajaí e envolveu – além de profissionais dessas instituições, incluindo Agente de Combate a Endemias e Agentes Comunitários de Saúde – a participação de técnicos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Estado da Defesa Civil, da Coordenação Regional de Defesa Civil de Itajaí, do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria Municipal de Obras e Transportes e da Defesa Civil de Itapema. 

 

Sobre a doença

Dengue é uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Ela é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado.

A infecção pelo vírus da dengue pode ser assintomática ou sintomática. Quando sintomática, causa uma doença sistêmica e dinâmica de amplo espectro clínico, variando desde formas mais leves (oligossintomáticas) até quadros graves, podendo evoluir para o óbito. Todos os quatro sorotipos do vírus da dengue circulantes no mundo (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) causam os mesmos sintomas, não sendo possível distingui-los somente pelo quadro clínico.

O termo “dengue hemorrágica” deixou de ser empregado em 2014, quando o Brasil passou a utilizar a nova classificação da doença, que leva em consideração que a dengue é uma doença única, dinâmica e sistêmica. Para efeitos clínicos e epidemiológicos, considera-se a seguinte classificação: dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave. 

 

Sinais e sintomas

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39 °C a 40 °C) de início abrupto, que tem duração de 2 a 7 dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

Com a diminuição da febre, entre o 3º e o 7º dia do início da doença, grande parte dos pacientes recupera-se gradativamente, com melhora do estado geral e retorno do apetite. No entanto, alguns pacientes podem evoluir para a forma grave da doença, caracterizada pelo aparecimento de sinais de alarme, que podem indicar o deterioramento clínico do paciente.

 

Quadros graves

Os quadros graves apresentam os seguintes sintomas: sangramentos de mucosas (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, letargia, sonolência ou irritabilidade, hipotensão e tontura são considerados sinais de alarme. Alguns pacientes podem, ainda, apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade.

O choque ocorre quando um volume crítico de plasma (parte líquida do sangue) é perdido através do extravasamento nos vasos sanguíneos, ele se caracteriza por pulso rápido e fraco, diminuição da pressão de pulso, extremidades frias, demora no enchimento capilar, pele pegajosa e agitação. Ele é de curta duração e pode, após terapia apropriada, evoluir para uma recuperação rápida; mas, pode também avançar para o óbito, num período de 12 a 24 horas.

Qualquer pessoa pode desenvolver formas graves de dengue já na primeira infecção, apesar de isso ocorrer com maior frequência entre a 2ª ou 3ª infecção, devido à resposta imune individual. No entanto, crianças, gestantes e idosos têm maior risco de apresentar quadros graves de dengue, além de pessoas em situações especiais (portadores de hipertensão arterial, diabetes mellitus, asma brônquica, alergias, doenças hematológicas ou renais crônicas, doença grave do sistema cardiovascular, doença ácido-péptica ou doença autoimune).

 

Atenção!

Na presença de sinais de alarme, o paciente deve se dirigir imediatamente ao serviço de saúde e, caso já tenha sido atendido antes, deve retornar.

Pessoas que estiveram, nos últimos 14 dias, numa cidade com a presença do Aedes aegypti ou com a transmissão da dengue e apresentarem os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para o diagnóstico e tratamento adequados.

 

Link para Boletim:http://www.dive.sc.gov.br/index.php/2-sem-categoria/695-boletim-epidemiologico-n-08-2018-vigilancia-entomologica-do-aedes-aegypti-e-situacao-epidemiologica-de-dengue-febre-de-chikungunya-e-zika-virus-em-santa-catarina-atualizado-em-28-04-2018-se-17-2018


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