Boletim Epidemiológico Febre Amarela n° 08/2018 – 26 de março de 2018

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) divulga o boletim n° 08/2018 sobre a situação epidemiológica da febre amarela (FA), a vigilância de epizootias de Primatas Não Humanos – PNH (macacos) e eventos adversos pós-vacinação, em Santa Catarina, com dados até o dia 26 de março de 2018.

 

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

 >>> Vigilância de casos humanos

No período de 1º de janeiro a 26 de março de 2018, foram notificados 39 casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina. Desses, 1 foi confirmado por critério laboratorial, 37 foram descartados (14 pelo critério laboratorial e 23 pelo critério clínico epidemiológico) e apenas 1 permanece em investigação, conforme os dados da Tabela 1.

Tabela 1: Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e evolução. SC. (1º a 26 de mar. 18)

Fonte: SINAN NET (com informações até 26 de março de 2018).

 

O único caso que permanece em investigação realizou deslocamento para Área Com Recomendação de Vacina nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas e não possuía histórico de vacina.

O caso confirmado de febre amarela é de um residente do município de Gaspar, com histórico de viagem para o município de Mairiporã/SP, o que o caracteriza como um caso importado.

A Tabela 2 mostra a distribuição dos casos por Região de Saúde e município de residência. O único caso em investigação reside em município de Área Sem Recomendação de Vacina (Joinville).

 

Tabela 2. Casos notificados para febre amarela segundo região de saúde e município de residência. SC, 2018. 

Fonte: SINAN NET (com informações até 26 de março de 2018).

 

>>> Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos)

Os dados das epizootias serão divulgados conforme a sazonalidade da doença e a padronização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, para melhor comparabilidade dos dados com os demais Estados da federação. Dessa maneira, será considerado o período de julho de 2017 a junho de 2018.

No período de julho de 2017 a junho de 2018, foram notificadas 110 mortes e 4 adoecimentos de PNH em 34 municípios de Santa Catarina, como se vê na Tabela 3. 

 

Tabela 3. Distribuição do número de PNH acometidos, por município de ocorrência e classificação. SC (jul. 2017 a jun. 2018).

Informações até 26 de março de 2018.

 

Do total de PNH acometidos, 34 (29,8%) tiveram a causa do óbito indeterminada (sem possibilidade de diagnóstico devido à ausência de coleta de amostras para análise), 31 (27,2%) foram descartados por critério laboratorial (resultado negativo para febre amarela) e 49 (43%) permanecem em investigação.

 Os municípios que registraram epizootias no período de monitoramento de julho 2017 a junho de 2018 estão dispostos na Figura 2. Até o dia 26 de março de 2018, o estado de Santa Catarina não registrou nenhuma epizootia confirmada por FA.

 

Figura 2.  Epizootias em PNH segundo município de ocorrência. SC, jul. 2017 a jun. 2018.

                                              

Historicamente, a maior frequência de óbitos de PNH ocorre entre os meses de dezembro a maio (período sazonal), momento em que os serviços de vigilância devem estar mais sensíveis à suspeição de casos humanos e à ocorrência de epizootias. No entanto, é essencial que a população, diante do conhecimento de mortes de PNH, informe, em até 24 horas, as autoridades de saúde, para que as coletas de amostras ocorram em tempo oportuno visando a redução do número de epizootias indeterminadas.

 

>>> Eventos Adversos Pós-Vacinação

 

No período de 1º de janeiro a 26 de março de 2018, foram aplicadas 74.246 doses da vacina contra a febre amarela no estado de Santa Catarina. Nesse período, foram notificados 10 (0,013%) casos suspeitos de evento adverso grave pós-vacinação. Destes, 6 (60%) foram descartados, 3 (30%) confirmadose 1 (10%) está sob investigação.

                O terceiro caso confirmado de EAPV foi de um indivíduo vacinado em 15 de janeiro no município de Joinville. Ele apresentou febre e cefaleia em 21 de fevereiro. Em 7 de março, relatou piora dos sintomas, procurando uma unidade de pronto atendimento e sendo, então, internado. O paciente recebeu alta em 18 de março, evoluindo para a cura. O caso foi classificado como EAPV conforme confirmação laboratorial (IGM positivo no LCR).

Reforça-se que a vacina contra a febre amarela é considerada segura, sendo a medida mais eficaz para a proteção contra a doença. Ela é feita a partir de vírus vivo atenuado, que estimula a produção de anticorpos contra a doença. A ocorrência de eventos adversos, em especial os considerados graves, é rara, necessita de atendimento médico imediato e deve ser investigada pela vigilância epidemiológica.

 

>>> Mais informações                           

• Hotsite da DIVE/SC sobre febre amarela: http://dive.sc.gov.br/febre-amarela/

• Página do Ministério da Saúde sobre febre amarela: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao 

• Página da Anvisa sobre saúde do viajante: http://portal.anvisa.gov.br/dicas-de-saude-para-viagem

 


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