DIVE/SC alerta para a importância do diagnóstico precoce da tuberculose

O Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, comemorado em 24 de março, é uma oportunidade para ampliar a conscientização sobre o problema que a tuberculose representa em todo o mundo, bem como para refletir acerca das ações de prevenção e assistência à doença.

O Brasil possui um terço (33%) de toda a carga de tuberculose das Américas, está no grupo de países responsáveis por 44% do total de casos de tuberculose no mundo e cerca de 34% dos casos de coinfecção com HIV, segundo o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No país, foram notificados 58.601 casos em 2016. Em Santa Catarina, em 2016, o número de novos casos de tuberculose de todas as formas é de 1.872. Destes, 1.583 são de tuberculose pulmonar bacilífera, dos quais 1.057 se curaram.

 

Em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, a Dive/SC intensifica o alerta sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento para a cura da doença. O tratamento é oferecido gratuitamente pela rede pública de saúde e tem duração de, no mínimo, 6 meses, sendo necessário tomar diariamente o medicamento.

“É comum que, após as primeiras semanas de tratamento, o paciente observe melhora total dos sinais e sintomas. No entanto, não quer dizer que a doença está curada”, alerta Eduardo Macário, diretor da Dive/SC. A falta de adesão ao uso dos medicamentos, seu abandono ou o uso irregular deles podem ocasionar a resistência dos bacilos, o que complica o quadro clínico e demanda tratamento por um maior período de tempo (18 a 24 meses).


TB X HIV

Outro importante alerta é para a coinfecção Tuberculose – HIV/AIDS. No Brasil, cerca de 10% a 12% das pessoas doentes com tuberculose são também infectadas pelo HIV. Isso se deve a falhas na imunidade celular acarretadas pelo vírus, as quais reduzem a capacidade de o organismo combater e controlar a infecção da tuberculose.

Em muitos casos, o diagnóstico de tuberculose é que leva a pessoa a ser testada para o HIV, já que todas as pessoas em tratamento da doença devem realizar o teste para verificar a presença do vírus no organismo, independentemente da idade ou do sexo. Da mesma forma, pessoas infectadas pelo HIV devem ser continuamente monitoradas para a infecção por tuberculose e devem ficar atentas aos sintomas frequentes. A tuberculose tem cura, por isso o tratamento tem data para terminar. Já o tratamento do HIV é previsto para toda a vida.


Sobre a tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível causada por uma bactéria (Mycobacterium tuberculosae) que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outras partes do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). A transmissão é aérea; ela não é transmitida pelo compartilhamento de roupas, lençóis, copos e outros objetos.

Ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa lançam partículas no ar. O contato direto com o paciente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, representa maior chance de infecção. Para prevenir a tuberculose, é importante: vacinar crianças menores de 4 anos de idade com a vacina BCG, tratar pessoas infectadas com maior risco de adoecer e efetuar medidas de controle de infecção.

Em adolescentes e adultos jovens, o principal sintoma é a tosse (por 3 semanas ou mais), associada ou não à febre (especialmente à tarde), além de suor intenso à noite, falta de apetite e emagrecimento. Em crianças menores de 10 anos de idade, a febre moderada e persistente é a principal manifestação clínica; também são comuns sintomas como: irritabilidade, tosse, falta de apetite, perda de peso e suor intenso à noite. Na presença dos sinais e sintomas descritos, é importante procurar um serviço de saúde para avaliação.

Saiba mais:
www.dive.sc.gov.br/tuberculose
www.aids.sc.gov.br


Topo