Dive/SC confirma primeiro caso autóctone de febre de chikungunya no Estado

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) confirma o primeiro caso autóctone de febre de chikungunya em um residente do Estado. O diagnóstico laboratorial foi confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SC).

Segundo a investigação epidemiológica conduzida pelo município, o paciente de 68 anos, residente no município de Cunha Porã, iniciou com sintomas no dia 13 de fevereiro, sendo internado para tratamento no dia 14/2 e recebendo alta no dia 16/2. A investigação aponta para uma correlação com um caso importado, cujos primeiros sintomas ocorreram em 31 de janeiro, uma vez que os dois casos residem no mesmo bairro do município.

Em relação ao caso autóctone, todas as medidas de bloqueio de transmissão foram desencadeadas pelo município, com o apoio da equipe da Gerência de Saúde da ADR de Chapecó, sendo elas: eliminação, adequação e tratamento químico de depósitos com água e pulverização espacial de inseticida a Ultra Baixo Volume (UBV).

Reforça-se a necessidade de a população procurar atendimento imediato caso apresente sintomas de febre de chikungunya, como: febre de início repentino e dores intensas nas articulações, principalmente de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos, associadas ou não à presença de edema. Podem ocorrer, também, dores nas costas, cefaleia, mialgia e manchas vermelhas na pele. Além disso, é fundamental a intensificação das ações de prevenção, eliminando possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.

 

Sobre a doença

É uma infecção viral causada pelo vírus chikungunya, que pode se apresentar sob a forma aguda (com sintomas abruptos de febre alta, dor articular intensa, dor de cabeça e dor muscular, podendo ocorrer erupções cutâneas) e evoluir para as fases subaguda (com persistência de dor articular) e crônica (com persistência de dor articular por meses ou anos). O nome da doença deriva de uma expressão usada na Tanzânia que significa "aquele que se curva".

Pessoas que estiveram, nos últimos 14 dias, em cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da febre de chikungunya e apresentarem os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado.

 

Dados epidemiológicos

No período de 31 de dezembro de 2017 a 3 de março de 2018, foram notificados 84 casos de febre de chikungunya em Santa Catarina. Desses, 56 (67%) foram descartados, 24 (29%) permanecem como suspeitos sob investigação pelos municípios e 4 (4%) foram confirmados. Destes, 3 (três) são importados e 1 (um) é autóctone, de residente no município de Cunha Porã.

Na comparação com o mesmo período de 2017, quando foram notificados 134 casos, observa-se uma redução de 37% na notificação de casos em 2018, com 84 casos notificados. Em relação aos casos confirmados, no mesmo período de 2017, haviam sido confirmados 8 casos importados e nenhum caso autóctone.


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