Boletim Epidemiológico Febre Amarela n° 06/2018 – 5 de março de 2018

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) divulga o boletim n° 06/2018 sobre: a situação epidemiológica da febre amarela (FA), a vigilância de epizootias de Primatas Não Humanos – PNH (macacos) e eventos adversos pós-vacinação, em Santa Catarina, com dados até o dia 5 de março de 2018.

 

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

>>> Vigilância de casos humanos

 

No período de 1º janeiro a 5 de março de 2018, foram notificados 33 casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina. Desses, 1 caso foi confirmado por critério laboratorial, 24 foram descartados (8 pelo critério laboratorial e 16 pelo critério clínico epidemiológico) e 8 permanecem em investigação, conforme os dados da Tabela 1.

 

Tabela 1: Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e evolução. SC. (1º a 7 de mar. 2018)

 

 

Dos 8 casos em investigação, 5 tiveram histórico de deslocamento para Áreas Com Recomendação de Vacina nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Os demais casos ainda estão sem informações quanto aos deslocamentos. Nenhum dos casos suspeitos em investigação tinha sido previamente vacinado contra a febre amarela. O caso confirmado de febre amarela é de um residente do município de Gaspar, com histórico de viagem para o município de Mairiporã/SP, o que caracteriza um caso importado.

A Tabela 2 mostra a distribuição dos casos por Região de Saúde e município de residência. Dos 8 casos em investigação, 5 residem em municípios em Área Sem Recomendação de Vacina (Balneário Camboriú, Joinville, Florianópolis) e 3 em Área Com Recomendação de Vacina (Lages, Peritiba e Campos Novos).

 

Tabela 2: Casos notificados para febre amarela segundo região de saúde e município de residência. SC, 2018.

 

>> Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos)

 

Os dados das epizootias serão divulgados conforme a sazonalidade da doença e com a padronização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, para melhor comparabilidade dos dados com os demais estados da federação. Dessa maneira, será considerado o período de julho de 2017 a junho de 2018.

No período de julho de 2017 a junho de 2018, foram notificadas 95 mortes e 4 adoecimentos de PNH em 32 municípios de Santa Catarina, como descreve a Tabela 3. 

 

Tabela 3: Distribuição do número de PNH acometidos, por município de ocorrência e classificação. SC. (jul. 2017 a jun. 2018)

 

Informações até 5 de março de 2018.

 

Do total de PNH acometidos, 34 (34,3%) tiveram a causa do óbito indeterminada (sem possibilidade de diagnóstico devido à ausência de coleta de amostras para análise), 31 (31,3%) casos foram descartados por critério laboratorial (resultado negativo para febre amarela) e 34 (34,3%) permanecem em investigação.

Os municípios que registraram epizootias no período de monitoramento de julho 2017 a junho de 2018 estão dispostos na Figura 2. Até o dia 5 de março de 2018, o estado de Santa Catarina não registrou nenhuma epizootia confirmada por FA.

 

Figura 2: Epizootias em PNH segundo município de ocorrência. SC. (jul. 2017 a jun. 2018)

 

 

Historicamente, a maior frequência de óbitos de PNH ocorre entre os meses de dezembro a maio (período sazonal), momento em que os serviços de vigilância devem estar mais sensíveis à suspeição de casos humanos e à ocorrência de epizootias. No entanto, é essencial que a população, diante do conhecimento de mortes de PNH, informe, em até 24 horas, as autoridades de saúde para que as coletas de amostras ocorram em tempo oportuno visando a redução do número de epizootias indeterminadas.

 

>> Eventos Adversos Pós-Vacinação

 

No período de 1º de janeiro a 5 de março de 2018, segundo o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização, foram aplicadas 63.491 doses da vacina contra a febre amarela no estado de Santa Catarina. Nesse período, foram notificados 8 (0,012%) casos suspeitos de EAPV. Destes, 6 (75%) foram descartados, 1 (12,5%) confirmadoe 1 (12,5%) está sob investigação.

O caso confirmado de EAPV foi de um indivíduo vacinado em 25 de janeiro no município de Santo Amaro da Imperatriz. Os sintomas iniciaram com febre em 7 de fevereiro, evoluindo para vômitos em jato após 7 dias. Ele foi atendido em 16 de fevereiro na emergência do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, permanecendo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por 2 dias. Com a melhora do quadro clínico, o paciente foi transferido para o quarto em 19 de fevereiro, onde permaneceu internado para acompanhamento. Ele recebeu alta em 21 de fevereiro de 2018, evoluindo para a cura. O caso foi classificado como EAPV conforme confirmação laboratorial (IGM positivo no LCR).

Reforça-se que a vacina contra a febre amarela é considerada segura, sendo a medida mais eficaz para a proteção contra a doença. Ela é feita a partir do vírus vivo atenuado, que estimula a produção de anticorpos contra a doença. A ocorrência de eventos adversos é rara (em especial os considerados graves), necessita de atendimento médico imediato e deve ser investigada pela vigilância epidemiológica.

               

>> Mais informações

• Hotsite da DIVE/SC sobre febre amarela: http://dive.sc.gov.br/febre-amarela/

• Página do Ministério da Saúde sobre febre amarela: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao  

• Página da Anvisa sobre saúde do viajante: http://portal.anvisa.gov.br/dicas-de-saude-para-viagem


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