DIVE emite Nota de Alerta sobre detecção de toxinas em moluscos em Santa Catarina

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina emitiu, nesta sexta-feira, 20, uma Nota de Alerta aos serviços de saúde sobre a detecção de Toxina Paralisante (PSP) em moluscos bivalves (ostras, vieiras, mexilhões e berbigões) em Santa Catarina. A PSP foi detectada pelo Laboratório Laqua-Itajaí/Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) em cultivos do litoral do estado catarinense no último dia 18. 
Considerando o risco de intoxicação alimentar, a DIVE alerta aos profissionais de saúde para que mantenham elevado nível de suspeição diante de pacientes que apresentem diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades do corpo e paralisia generalizada (casos severos) e que relatem ter ingerido frutos do mar, principalmente moluscos bivalves, nas últimas horas. 
Os casos suspeitos devem ser notificados à Vigilância Epidemiológica Municipal, a qual deverá proceder a investigação epidemiológica a fim de identificar a ocorrência de outros casos que possam caracterizar surto ou agregado de casos.
 
Sobre a toxina
A toxina Paralisante – PSP, sigla em inglês para Paralytic Shellfish Poisoning, acumulada em organismos marinhos, principalmente moluscos bivalves, pode causar intoxicação nos seres humanos ao serem consumidos. 
A intoxicação do tipo PSP inicia-se entre 5 e 30 minutos após a ingestão, podendo causar sintomas como diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades do corpo e, em casos severos, paralisia generalizada e óbito por falência respiratória. O tratamento é suportivo e os casos graves devem ser monitorados em ambiente hospitalar. 
As toxinas são estáveis e não são degradadas com o cozimento ou processamento dos moluscos que, embora contaminados, não apresentam alterações na aparência ou sabor. 
 
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