Secretaria de Estado da Saúde promove capacitação sobre hanseníase para técnicos da Atenção Básica em Mafra

Nesta quarta e quinta-feira, 23 e 24 de agosto, profissionais de saúde da Atenção Básica dos municípios de abrangência das Gerências Regionais de Saúde de Mafra e Canoinhas participarão de capacitação e treinamento teórico/prático em diagnóstico laboratorial, coleta, coloração e baciloscopia da hanseníase. A iniciativa é da Gerência de Vigilâncias de Agravos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) da Secretaria de Estado da Saúde com apoio do setor de bacteriologia do Laboratório Central (LACEN) do estado. O evento reunirá médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, bioquímicos e técnicos em coletas de baciloscopia em Mafra.

“Nosso objetivo é empoderar os técnicos da Atenção Básica para o correto e oportuno manejo clínico dos indivíduos com hanseníase, bem como para a detecção precoce dos casos a fim de evitar a incapacidade física”, explica Nadmari Céli Grimes, técnica responsável pelo Setor de Hanseníase da Dive/SC. Esta capacitação já foi oferecida a profissionais vinculados à Atenção Básica de municípios das Regiões de Saúde da Grande Florianópolis e do Oeste do estado. Para o ano que vem, está sendo programada uma edição na Serra Catarinense.

Na programação, estão previstas palestras sobre a situação epidemiológica da hanseníase; aspectos clínicos, sinas e sintomas; diagnóstico laboratorial; tratamento; insumos estratégicos; notificação da hanseníase; prevenção de incapacidades e reabilitação; avanços e desafios no combate à doença.

Santa Catarina é um estado considerado como de baixa endemicidade para hanseníase pelo Ministério da Saúde, apresentando taxa de detecção de 2,5 por 100 mil habitantes, uma das menores do país. Em 2016, Santa Catarina registrou 146 novos casos de hanseníase. Desses, 92,6% foram curados, classificando o estado em quinto lugar no ranking de melhor resultado para cura no país. O exame dos contatos domiciliares foi realizado em 77,4% dos casos novos de hanseníase. Esse indicador avalia a capacidade de vigilância dos serviços. Em 2015, o percentual de cura dos 170 novos casos diagnosticados naquele ano foi de 92%. E 83,1% dos contatos domiciliares dessas pessoas foram examinados.

 

Sobre a hanseníase

A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium Leprae e é transmitida por meio de contato direto e prolongado com o doente sem tratamento. A transmissão ocorre, normalmente, pelas vias aéreas superiores. A doença se desenvolve dependendo das condições do sistema imunológico do indivíduo ao qual foi transmitido o bacilo. Entre os sintomas principais, que podem demorar de 2 a 7 anos para se manifestar, estão manchas na pele com alterações de cor e de sensibilidade, dormência, queda de pelos e comprometimento de nervos periféricos. Se não for tratada, a doença pode causar

sequelas, além de continuar sendo transmitida aos contatos. O diagnóstico e o tratamento da hanseníase são gratuitos, oferecidos pelo SUS.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu, em 1991, que a hanseníase deixaria de ser um problema de saúde pública naqueles países onde o coeficiente de prevalência fosse menor ou igual a 1 caso para cada 10 mil habitantes. Em 1997 e em 2002, Santa Catarina recebeu a certificação pelo Ministério da Saúde por atingir a meta de eliminação da hanseníase proposta pela OMS em 1991.


Topo