Santa Catarina tem taxas de hepatites virais acima da média nacional

FOTO: Karina Ferreira/Agência AL

O diagnóstico precoce e o tratamento das hepatites virais foram os principais temas debatidos no Fórum Catarinense sobre Hepatites Virais, realizado nesta terça-feira, dia 23 de maio, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis, pela Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina e pela Comissão de Saúde da Alesc, presidida pelo deputado Neodi Saretta. Em torno de 100 pessoas participaram do evento, entre profissionais de saúde e representes da sociedade civil organizada.

“Estamos aqui para divulgar os dados, as estatísticas e, também, trazer informações para aprimorar as condições de diagnóstico, cada vez mais precoces, e o acesso ao tratamento das hepatites”, disse o Secretário de Estado da Saúde, Dr. Vicente Caropreso, na abertura do fórum, ao lado do secretário adjunto da Saúde, Murillo Capella. Em Santa Catarina, o perfil da doença é bastante específico, com grande concentração de casos de hepatite C na região do litoral e transmissão intensa de hepatite B no Oeste. “Os níveis estão acima do registrado no restante do Brasil. Por isso, nossa preocupação é constante para que possamos vacinar adequadamente a população para hepatite B, fazer o diagnóstico precoce e, a partir dele, encaminhar os pacientes para o tratamento, que é disponibilizado pelo Ministério da Saúde”, complementou o médico infectologista Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde.

A taxa de incidência de hepatite B em Santa Catarina é de 21,9 casos/100 mil habitantes, enquanto a média nacional é de 7,6. Em relação à hepatite C, a taxa catarinense é de 17,8/100 mil habitantes, superando a média nacional, que é de 12,6, conforme os dados apresentados pela Enfermeira Dulce Quevedo, gerente de Vigilância das DST/Aids e Hepatites Virais da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC) da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. Segundo ela, foram notificados 1.103 novos casos de hepatite B, com maior incidência nas regiões Extremo Oeste (70,5 casos por 100 mil/hab), Oeste (62,2, casos/100 mil hab) e Xanxerê (34,2 casos por 100 mil/hab). Em relação à hepatite C, foram 780 novos casos em 2016, com maior incidência nas regiões Carbonífera (34,8 casos por 100 mil/hab), Extremo Sul Catarinense (22,4 casos por 100 mil/hab) e Laguna (20 casos por 100 mil/hab). Registram-se em torno de 500 mortes ao ano por doenças relacionadas às hepatites em Santa Catarina, como cirrose e câncer de fígado. Importante considerar que a rede pública de saúde oferece vacinação gratuita contra a hepatite B. No entanto, a cobertura vacinal é de apenas 53,4%.

Participaram também do Fórum, como palestrantes, a representante do Departamento das IST/HIV/AIDS e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dra. Elisa Cattapan; a titular da Diretoria de Assistência Farmacêutica de Santa Catarina, Maria Teresa Agostini; a Gerente Técnica de Biologia Médica do Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina, Cristine Ferreira; o representante da Sociedade Catarinense de Infectologia, médico infectologista Luiz Gustavo Escada Ferreira; e a representante da Sociedade Catarinense de Gastroenterologia, Dra. Janaína Luz Narciso Schiavon.

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