Profissionais de saúde recebem capacitação sobre Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes

 

Nesta quarta e quinta-feira, técnicos das Vigilâncias Epidemiológicas das Gerências Regionais de Saúde participarão da Oficina Análise de Dados do Viva Contínuo, promovida pela Gerência de Vigilância de Agravos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina em São José. A oficina será ministrada por Márcio Mascarenhas, da Universidade Federal do Piauí, e por Rosane Monteiro, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Cerca de 40 profissionais serão capacitados, entre enfermeiros, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, para análise dos dados do VIVA SINAN - Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes implantado pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria MS/GM nº 1.356 de 23 de junho de 2006, em reconhecimento ao grande impacto social e econômico, sobretudo no setor saúde, causado pelas violências e acidentes no país.

O objetivo do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes é conhecer a magnitude e a gravidade das violências por meio da produção e difusão de informações epidemiológicas e definir políticas públicas de enfrentamento como estratégias e ações de intervenção, prevenção, atenção e proteção às pessoas em situação de violência.

A notificação das violências interpessoais e autoprovocadas é compulsória, sendo a violência sexual e a tentativa de suicídio de notificação imediata, conforme Portaria GM nº 204 de 17 de fevereiro de 2016. 

Situação epidemiológica

Em 2016, foram notificados 10.525 casos de violências em Santa Catarina. Destes 1.169 foram de violência sexual e 3.078 de autoprovocadas (tentativas de suicídio). O tipo de violência mais incidente foi de violência física, com 6.113 casos. As pessoas do sexo feminino ainda se configuram como as que mais sofrem violências.

“Notificar os casos de violência atendidos nos serviços de saúde é fundamental para termos dados que possam ser analisados pela Vigilância Epidemiológica e que servirão como subsídio para o planejamento de ações de enfrentamento locais e na construção de políticas públicas que contribuam para prevenção, atenção, proteção”, enfatiza Gladis Helena da Silva, gerente de Vigilância de Agravos da Dive/SC.

Programação 


Topo