Profissionais de saúde debatem sobre o manejo de sífilis, hepatites virais e HIV/Aids em seminário realizado pela Dive/SC

Os novos protocolos de transmissão vertical do HIV, da sífilis e das hepatites virais estarão em debate nesta terça-feira, dia 25, no seminário realizado em Florianópolis pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde. O tema será apresentado pela médica ginecologista Flávia Soares, técnica da Gerência de DST/Aids e Hepatites Virais da Dive/SC, referindo-se à transmissão dessas doenças da mãe para o bebê. O seminário manejo de Hepatites Virais, ISTs e HIV teve início na segunda-feira, e está sendo realizado no Hotel Morro das Pedras, com a participação de cerca de 150 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, da rede de Atenção Básica em Saúde e da Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina. 

Eliminar a transmissão de sífilis da mãe para o bebê em todo o estado de Santa Catarina até 2019 é o grande objetivo do Plano de Redução da Sífilis Congênita que está sendo construído pela Dive/SC. No ano passado, 475 bebês nasceram com a doença no estado – número 75% maior do que o registrado no ano anterior, quando as notificações de sífilis congênita totalizaram 272 casos. A sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e até morte do bebê. “A sífilis tem cura, desde que o tratamento seja feito oportunamente. A partir do tratamento adequado da gestante e do seu parceiro sexual, o bebê nasce livre da doença, ou seja, a sífilis congênita é 100% evitável”, enfatiza Dulce Quevedo, gerente de Vigilância das DST, Aids e Hepatites Virais da Dive/SC. O tratamento é realizado com antibióticos indicados por um profissional de saúde. No caso das gestantes, o único antibiótico indicado é a Penicilina, cujo abastecimento já está normalizado no estado. 

O Plano de Redução da Sífilis Congênita de Santa Catarina estabelece diversas estratégias a serem implementadas a partir de 2017 com a meta de melhorar a qualidade da atenção à saúde da mulher e do seu filho durante a gestação e o puerpério. O documento está baseado no protocolo do Ministério da Saúde e requer o envolvimento dos três níveis de governo, por meio da atuação dos gestores e profissionais de saúde. “É fundamental o comprometimento dos gestores e dos profissionais de saúde dos níveis estadual e municipais para garantir a operacionalização do plano nos municípios”, enfatiza Eduardo Macário, diretor da Dive/SC. 

Confira a programação do seminário

Dia 24 de outubro
13h:30  -  Perfil Epidemiológico das Hepatites Virais, HIV/Aids e Sífilis e Ações para controle em SC, por Maria Cristina, da Dive/SC.

14h:30 - Diagnóstico Laboratorial e Testes rápidos de Hepatites Virais, HIV e Sífilis, por Cristine Ferreira, do Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC).

16h:30 - Novos protocolos: HIV e Sífilis, por Eduardo Campos, médico infectologista, técnico da Gerência de DST/Aids e Hepatites Virais da Dive/SC. 

Dia 25 de outubro

8h:30 - Novos protocolos de transmissão vertical do HIV, Sífilis e Hepatites Virais, por Flávia Soares, médica ginecologista, técnica da Gerência de DST/Aids e Hepatites Virais da Dive/SC. 

10h -      Hepatite B – Papel da Atenção Básica em Saúde, por Eduardo Campos, médico infectologista, técnico da Gerência de DST/Aids e Hepatites Virais da Dive/SC.

11h - Hepatite C – Papel da Atenção Básica em saúde, por Mariliza Henrique da Silva, médica infectologista, do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo.

13h:30 - Tratamento HCV e HBV e Coinfecção Hepatites Virais/HIV, por Mariliza Henrique da Silva, médica infectologista, do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo.

15h:15 - Acesso aos medicamentos de Hepatite C pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, por Danielle F. P. Dalmarco, da Divisão de Assistência Farmacêutica de Santa Catarina (DIAF/SC). 

16h:15 - Avaliação do Evento e Encerramento.


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