Dive/SC promove capacitação sobre diagnóstico e vigilância epidemiológica de tracoma em São Miguel do Oeste

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) promoveu, por meio da Gerência de Vigilâncias de Agravos Infecciosos, Emergentes e Ambientais (Gevra), mais uma capacitação para o diagnóstico e vigilância epidemiológica do tracoma e da saúde ocular. O evento foi realizado de 4 a 6 de outubro em São Miguel do Oeste, dirigido a médicos e enfermeiros vinculados à Atenção Básica de diversos municípios das regiões Oeste e Extremo Oeste. A edição anterior foi realizada em Lages, em junho.

“A capacitação tem, como objetivo, capacitar profissionais da Atenção Básica para o diagnóstico e monitoramento do tracoma, a fim de proporcionar informações sobre a situação epidemiológica nos municípios e regiões permitindo, assim, avaliar sua evolução e o impacto das ações de controle desenvolvidas”, enfatizou Ana Paula C. Burigo, técnica responsável pelo Setor de Tracoma na Gevra/Dive/SC.

Em Santa Catarina, foram examinados 16.617 escolares de 5 a 14 anos nas escolas públicas municipais e estaduais em 2015, com a identificação de 965 casos positivos, obtendo uma taxa de detecção de 5,81%. Anualmente, mais de 40 municípios de Santa Catarina realizam a busca ativa do tracoma.  

Sobre o tracoma

É uma doença dos olhos, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. A doença figura entre as causas de cegueira a serem prevenidas, e faz parte do programa GET 2020 (Global Elimination of Trachoma) da Organização Mundial de Saúde, que visa exterminar as causas preveníveis de cegueira no planeta até o ano de 2020.

A transmissão da bactéria pode ocorrer de forma direta, de olho a olho, ou indireta, pelo compartilhamento de objetos contaminados como toalhas, lençóis e fronhas. Alguns insetos, como a mosca doméstica e a mosca lambe-olhos (Hippelates spp. e Liohippelates spp.) podem contribuir para a disseminação da bactéria, pois atuam como vetores mecânicos para o tracoma.

Os sinais e sintomas são olhos vermelhos e irritados, lacrimejantes e com secreção, coçando, com intolerância à luz ou com sensação de areia. O diagnóstico é essencialmente clínico e feito através de um exame clínico ocular externo, utilizando lupa binocular. Deve-se everter a pálpebra superior e examinar a área da conjuntiva tarsal, desprezando as margens das pálpebras e cantos. O tratamento é simples e é oferecido gratuitamente nas unidades de saúde.

A prevenção envolve a adoção de hábitos de higiene e a destinação adequada ao lixo, além de investimentos em saneamento básico, para evitar a proliferação de moscas. 

 

 

 

 

 


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