Boletim Epidemiológico alerta para que potenciais criadouros do mosquito aedes aegypti sejam eliminados durante todo o ano

Em períodos de baixas temperaturas, como nos meses de inverno, a circulação de mosquitos é bastante reduzida. No entanto, é preciso manter a atenção durante todo o ano para evitar potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre do chikungunya e do zika vírus. Os ovos podem permanecer até um ano e meio fixados nas paredes internas de recipientes secos, à espera das condições ideais para proliferação. “Todos os recipientes que possam acumular água devem ser eliminados ou devem ser limpos semanalmente com água, escova e sabão”, reforça Eduardo Macário, diretor de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina.

O Boletim Epidemiológico nº 26 da Dengue, Febre do Chikungunya e Zika vírus, divulgado nesta quarta-feira, 10 de agosto, contabiliza oito novos casos autóctones de dengue em Santa Catarina em relação ao boletim anterior. No entanto, sete deles eram casos pendentes, que já haviam sido confirmados entre os meses de janeiro e maio, mas aguardavam a investigação do Local Provável de Infecção (LPI), sendo seis de Florianópolis e um de Xanxerê. Apenas um novo caso de dengue autóctone foi confirmado na Semana Epidemiológica 29 (17 e 23 de julho), por Balneário Camboriú.

Neste mesmo período, foram também confirmados quatro novos casos de febre do chikungunya, todos importados, dos quais dois foram notificados em Florianópolis, de pessoas vindas de Alagoas e da Bahia; um em Itapema, importado de Alagoas; e um em São José, importado do Rio de Janeiro. Em relação aos casos de zika vírus, o boletim confirma quatros novos casos no estado, sendo três importados e um ainda em investigação de Local Provável de Infecção (LPI), notificado em Itajaí. Dos importados, um foi notificado em Joinville, de pessoa vinda do Rio de Janeiro; e dois em Florianópolis, de pessoas oriundas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Em relação ao mosquito Aedes aegypti, foram identificados 6.126 focos, em 131 municípios, este ano. Em comparação ao boletim nº 25, divulgado a duas semanas, houve um aumento de 25 focos do mosquito, detectados em 11 municípios. Apesar da redução, mesmo nos meses de frio, o mosquito pode de reproduzir, e consequentemente transmitir essas três doenças.

Atualmente há 49 municípios considerados infestados: Anchieta, Balneário Camboriú, Bom Jesus, Caçador, Camboriú, Campo Erê, Catanduvas, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Descanso, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Itapiranga, Joinville, Jupiá, Maravilha, Modelo, Nova Erechim, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palma Sola, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, Porto União, Quilombo, São Bernardino, São Carlos, São Domingos, São José, São José do Cedro, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Santo Amaro da Imperatriz, Saudades, Seara, Serra Alta, Sul Brasil, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim.

Clique aqui e confira, na íntegra, o Boletim Epidemiológico nº 26 de Dengue, Febre do Chikungunya e Zika Vírus

 

Informações adicionais para a imprensa:

Letícia Wilson / Patrícia Pozzo
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Diretoria de Vigilância Epidemiológica
Secretaria de Estado da Saúde
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