DIVE/SC alerta os serviços de saúde sobre o manejo clínico dos casos suspeitos de dengue

A presença do Aedes aegypti e sua ampla distribuição em Santa Catarina permitem a transmissão das doenças transmitidas pelo vetor: dengue, zika e chikungunya. Nesse ano, até agora, já foram notificados 16.263 casos suspeitos de dengue em Santa Catarina, o que representa um aumento de 37% quando comparado ao mesmo período do ano de 2020. Destes, 6.027 foram confirmados, sendo que 5.822 foram considerados autóctones, ou seja, com transmissão local.

Dois municípios (Joinville e Santa Helena) estão em epidemia da doença, o que significa que já registram uma incidência maior do que 300 casos por 100 mil habitantes.

O estado também já registrou três óbitos por conta da dengue. Todos em Joinville. Anteriormente, Santa Catarina tinha dois registros de morte pela doença, no ano de 2016, nos municípios de Chapecó e Pinhalzinho, na região Oeste.

Além dos casos de dengue, em 2021, já ocorreu o registro de transmissão autóctone de febre de chikungunya, no município de Seara, com a confirmação de sete casos da doença.

Nota de alerta
Diante desse cenário, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), através de uma nota de alerta, orienta os municípios catarinenses sobre a suspeita e o manejo clínico dos casos suspeitos de dengue. “É uma doença grave e pode evoluir rapidamente. O que exige uma constante reavaliação e observação do paciente, para que as intervenções sejam oportunas e que óbitos sejam evitados”, destaca João Augusto Brancher Fuck, diretor da DIVE/SC.

Acesse aqui a nota de alerta.

Os sintomas são: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Podem ocorrer também náuseas e vômitos.

A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada com o vírus. A principal medida de prevenção da doença é eliminar os criadouros do mosquito.

Criadouros
O Aedes aegypti tem como criadouros os mais variados recipientes que possam acumular água parada. Os mais comuns são pneus sem uso, latas, garrafas, pratos dos vasos de plantas, caixas d’água descobertas, calhas, piscinas e vasos sanitários sem uso. A fêmea do mosquito pode, também, depositar seus ovos nas paredes internas de bebedouros de animais e em ralos desativados, lajes e em plantas como as bromélias.

O que fazer?
• Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
• Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
• Mantenha lixeiras tampadas;
• Deixe os tanques utilizados para armazenar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
• Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
• Mantenha ralos fechados e desentupidos;
• Lave com escova os potes de comida e de água dos animais, no mínimo uma vez por semana;
• Retire a água acumulada em lajes;
• Limpe as calhas, evitado que galhos ou outros objetos não permitam o escoamento adequado da água;
• Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em vasos sanitários pouco usados e mantenha a tampa sempre fechada;
• Evite acumular entulho, pois podem se tornar criadouros do mosquito. 

 

Assessoria de Comunicação
Amanda Mariano, Bruna Matos e Patrícia Pozzo
Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) / SES
Fone: (48) 3664-7406 | 3664-7402
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