Janeiro Roxo alerta para importância do diagnóstico precoce da hanseníase

A hanseníase é uma das doenças mais antigas da humanidade e até hoje é considerada um problema de saúde pública no país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está em segundo lugar no número de casos (perdendo apenas para a Índia), concentrando 90% dos registros nas Américas. Por isso, o movimento Janeiro Roxo foi criado em 2016 pelo Ministério da Saúde (MS) para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença.

Em Santa Catarina, no ano de 2019, foram notificados 146 casos novos de hanseníase, correspondendo a taxa de detecção de 2,0 casos por 100 mil habitantes. Entre 2002 e 2019, houve uma redução de 50% na taxa de detecção dos casos novos em Santa Catarina, sendo o segundo estado que menos notificou casos novos da doença no país.

“Apesar de ser uma doença cujo diagnóstico é feito quase sempre a partir do aparecimento de manchas na pele, a hanseníase se inicia nos nervos periféricos e pode se disseminar para vários órgãos. É transmitida pelo ar, através do contato direto e prolongado com o doente sem tratamento. O diagnóstico tardio pode levar a sequelas e incapacidades físicas principalmente em olhos, mãos e pés” alerta Lígia Castellon, médica infectologista da DIVE/SC.

No ano de 2019, 14,5% dos pacientes diagnosticados como casos novos de hanseníase apresentavam grau 2 de incapacidade física em Santa Catarina. Percentual considerado alto e que sugere diagnóstico tardio da doença. No entanto, 87,4% dos casos novos diagnosticados nos anos de coortes tiveram cura.

Sobre a hanseníase
A hanseníase é causada por uma bactéria, transmitida pelas vias aéreas superiores, por meio de contato direto e prolongado com o doente sem tratamento. Entre os principais sintomas, que podem demorar de dois a sete anos para se manifestar, estão manchas na pele com alterações de cor e de sensibilidade (a pessoa pode se queimar ou cortar sem sentir dor), dormência, queda de pelos e o comprometimento de nervos periféricos, levando à perda da força dos músculos.

As pessoas que convivem intimamente com o doente também devem ser examinadas, pois assim poderão ter o diagnóstico na fase inicial, prevenindo a progressão da doença e a instalação das incapacidades físicas e deformidades que geram preconceito e discriminação aos portadores.

A hanseníase é uma doença de notificação compulsória em todo o território nacional e de investigação obrigatória. O diagnóstico e o tratamento são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Assessoria de Comunicação
Amanda Mariano, Bruna Matos e Patrícia Pozzo
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