Boletim Epidemiológico Febre Amarela n° 07/2018 – 12 de março de 2018

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) divulga o boletim n° 07/2018 sobre a situação epidemiológica da febre amarela (FA), vigilância de epizootias de Primatas Não Humanos – PNH (macacos) e eventos adversos pós-vacinação, em Santa Catarina, com dados até o dia 12 de março de 2018.   

 

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA 

>>> Vigilância de casos humanos 

 

No período de 01 janeiro a 12 de março de 2018, foram notificados 33 casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina. Desses, 01 foi confirmado por critério laboratorial, 27 foram descartados (10 pelo critério laboratorial e 17 pelo critério clinico epidemiológico) e 05 permanecem em investigação (Tabela 1). 

 

Tabela 1: Casos notificados de febre amarela, segundo classificação e evolução. SC. (01 a 12 de mar/18)

 

Fonte: SINAN NET (com informações até 12 de março de 2018).

 

Dos 05 casos em investigação, 04 tiveram histórico de deslocamento para Áreas Com Recomendação de Vacina nos 15 dias antes do início dos sintomas. Um caso ainda permanece sem informação quanto aos deslocamentos realizados. Nenhum dos casos suspeitos em investigação tinha sido previamente vacinado contra a febre amarela. O caso confirmado de febre amarela é de um residente do município de Gaspar, com histórico de viagem para o município de Mairiporã/SP, o que caracteriza como sendo um caso importado.   

A tabela 2 mostra a distribuição dos casos por Região de Saúde e município de residência. Dos 05 casos em investigação, 03 residem em municípios em Área Sem Recomendação de Vacina (Balneário Camboriú, Joinville, Florianópolis) e 02 em Área Com Recomendação de Vacina ( Peritiba e Campos Novos). 

 

Tabela 2. Casos notificados para febre amarela segundo região de saúde e município de residência. SC, 2018.  

Fonte: SINAN NET (com informações até 12 de março de 2018). 

 

>> Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos) 

 

  

Os dados das epizootias serão divulgados conforme sazonalidade da doença e com a padronização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde para melhor comparabilidade dos dados com os demais Estados da federação. Dessa maneira, será considerado o período de julho de 2017 a junho de 2018. No período de julho de 2017 a junho de 2018, foram notificadas 101 PNH acometidos em epizootias, dos quais 97 mortes e 04 adoecimentos em 32 municípios de Santa Catarina (Tabela 3). 

 

Tabela 3. Distribuição do número de PNH acometidos, por município de ocorrência e classificação, SC (jul/2017 a jun/2018). 

Fonte: DIVE/SC (Informações até 12/03/2018)  

 

 Do total de PNH acometidos, 34 (33,6%) tiveram a causa do óbito indeterminada (sem possibilidade de diagnóstico devido à ausência de coleta de amostras para análise), 31 (30,6%) foram descartadas por critério laboratorial (resultado negativo para febre amarela) e 36(35,6%) permanecem em investigação. 

Os municípios que registraram epizootias no período de monitoramento de julho 2017 a junho de 2018 estão dispostos na figura 1. Até o dia 12 de março de 2018, o estado de Santa Catarina não registrou nenhuma epizootia confirmada por FA

Figura 1. Epizootias em PNH segundo município de ocorrência, Santa Catarina, jul/2017 a jun/2018.

Fonte: DIVE/SC (Informações até 12/03/2018

 


Historicamente, a maior frequência de óbitos de PNH ocorre entre os meses de dezembro a maio (período sazonal), momento em que os serviços de vigilância devem estar mais sensíveis à suspeição de casos humanos e à ocorrência de epizootias. No entanto, é essencial que a população diante do conhecimento de mortes de PNH, informe em até 24 horas, as autoridades de saúde para que as coletas de amostras ocorram em tempo oportuno visando a redução do número de epizootias indeterminadas.

 

>> Eventos Adversos Pós Vacinação

 

 

No período de 1º de janeiro a 12 de março de 2018, segundo o Sistema de Informação do Programa Nacional

de Imunização (SIPNI), foram aplicadas 65.364 doses da vacina contra a febre amarela no estado de Santa Catarina.
Nesse período, foram notificados 10 (0,015%) casos suspeitos de EAPV. Destes, 6 (60%) foram descartados, 2 (20%) confirmados (um residente em Santo Amaro da Imperatriz e outro em Joinville), e 2 (20%) estão sob investigação (Tabela 4).


Tabela 4: Casos notificados de Evento Adverso Pós-Vacinal (EAVP) por Febre Amarela segundo Classificação final. SC, 2018


 

O primeiro caso confirmado de EAPV foi de um indivíduo vacinado em 25 de janeiro no município de Santo Amaro da Imperatriz. Os sintomas iniciaram com febre em 7 de fevereiro, evoluindo para vômitos em jato após 7 dias. Ele foi atendido em 16 de fevereiro na emergência do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, permanecendo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por 2 dias. Com a melhora do quadro clínico, o paciente foi transferido para o quarto em 19 de fevereiro, onde permaneceu internado para acompanhamento. Ele recebeu alta em 21 de fevereiro de 2018, evoluindo para a cura. O caso foi classificado como EAPV conforme confirmação laboratorial (IGM positivo no LCR).
O segundo caso confirmado de EAPV foi de um indivíduo vacinado em 26 de janeiro no município de Joinville. Iniciou com febre e cefaleia em 14 de fevereiro, evoluindo com convulsões no dia 22, quando foi internado. Paciente recebeu alta em 05 de março. Evoluindo para cura. O caso foi classificado como EAPV conforme confirmação laboratorial (IGM positivo no LCR).
Reforça-se que a vacina contra Febre Amarela é considerada segura, sendo a medida mais eficaz para proteção contra a doença. É feita com a partir de vírus vivo atenuado, que estimula a produção de anticorpos contra a doença. A ocorrência de eventos adversos, em especial os considerados graves, são raros, necessitam de atendimento médico imediato, e devem ser investigados pela vigilância epidemiológica.

>> Mais informações 

      • Página sobre febre amarela do Ministério da Saúde: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febreamarela-sintomas-transmissao-e-prevencao

      • Página da Anvisa sobre saúde do viajante: http://portal.anvisa.gov.br/dicas-de-saude-para-viagem


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