Governo do Estado apresenta balanço da criação das salas de situação em municípios infestados pelo mosquito Aedes aegypti

Dos 28 municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti, 27 já criaram a Sala de Situação Local, atendendo à principal diretriz do Plano Estadual de Intensificação das Ações de Mobilização e Combate ao Mosquito Aedes aegypti, lançado no dia 6 de janeiro. Apenas Coronel Freitas ainda não instalou a representação.

Os municípios estão utilizando estruturas já existentes nas secretarias municipais de saúde, contando com o apoio de parceiros como a Defesa Civil. “Todas as nossas coordenadorias estão participando das Salas Municipais de Situação onde existe uma organização para trabalhar com eficiência e levar, além da fiscalização, a conscientização que a população precisa para o enfrentamento do mosquito. Só com a participação de todos os cidadãos catarinenses, com o olhar crítico sobre a casa e o local onde vivem, evitaremos a formação de criadouros do mosquito”, enfatizou o secretário de Defesa Civil, Milton Hobus, na coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, dia 12 de janeiro, na Sala de Situação Estadual, localizada na sede da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), em Florianópolis.

As Salas de Situação Municipais apresentam diferentes composições, envolvendo várias secretarias e órgãos parceiros nas ações que serão realizadas. A prioridade é o início imediato do primeiro ciclo de visitas aos 400 mil imóveis localizados nas áreas infestadas até o dia 12 de fevereiro. Um segundo ciclo de inspeções deverá ser realizado até 11 de março, com repetições bimestrais entre a segunda quinzena de março e junho de 2016.

As inspeções serão realizadas pelos agentes comunitários de saúde, capacitados para prestarem orientação aos moradores e auxiliarem no recolhimento de pequenos recipientes inservíveis, que podem servir de criadouros ao mosquito, transmissor dos vírus da dengue, febre chikungunya e zika. Garrafas, lixo, pratinhos de plantas, pneus velhos, entre outros, deverão ser eliminados. “Em alguns municípios, quase todo o território terá de ser vistoriado. Em Chapecó, toda a área urbana é considerada infestada; em São Miguel do Oeste, é a maior parte, assim como Itajaí. Em Florianópolis, a área continental é a de maior infestação”, exemplificou Suzana Zeccer, gerente de Zoonoses da Dive/SC e coordenadora da Sala de Situação estadual. Participaram, também, da coletiva de imprensa, o superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Gaudenzi; o diretor de Vigilância Epidemiológica de SC, Eduardo Macário; e o coordenador do programa estadual de controle à dengue, João Fuck.

De acordo com Suzana Zeccer, o Governo do Estado está adquirindo tela para a proteção de caixas d’ água sem cobertura ou com tampas danificadas de imóveis de famílias de baixa renda. “A quantidade seria suficiente para atender 20 mil imóveis. O material será disponibilizado para os municípios”, explicou, lembrando que o chamado “ladrão” de todas as caixas d´água deve também ser coberto por tela. Os agentes comunitários de saúde informarão, em relatórios específicos, aqueles imóveis que precisarão de vistorias em locais de difícil acesso (como caixas d´água, calhas e lajes), e o Corpo de Bombeiros auxiliará nessa inspeção.

Os 28 municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti são: Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Joinville, Maravilha, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, São Bernardino, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Serra Alta, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim.

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Boletim Epidemiológico

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) informa que de 01 a 11 de janeiro de 2016 foram notificados 56 casos de dengue em Santa Catarina. Destes, todos estão em investigação aguardando resultado dos exames laboratoriais. Até o momento, nenhum caso de dengue foi confirmado no estado em 2016. Em 2015, foram confirmados 3.605 casos de dengue, 3.276 autóctones (transmissão dentro do estado), 268 importados e 61 estão em investigação. Comparando os anos de 2015 e 2016, na Semana Epidemiológica 01, em 2015 foram confirmados 7 casos autóctones de dengue, enquanto em 2016 nenhum caso foi confirmado no mesmo período.

Em relação à Febre de Chikungunya, nenhum caso suspeito foi confirmado em Santa Catarina, de 01 a 11 de janeiro de 2016. Em todo o ano de 2015 foram confirmados três casos da doença, dos quais um autóctone e dois importados.

Quanto à Febre do Zika Vírus, foram notificados cinco casos suspeitos em Santa Catarina de 01 a 11 de janeiro de 2016, todos permanecendo sob investigação. Até o momento, nenhum caso foi confirmado em 2016. Em 2015 foram notificados 68 casos, dos quais 8 foram confirmados (todos importados), 33 foram descartados e 27 permanecem em investigação.

Em relação aos focos do mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina, na Semana Epidemiológica 01/2016 (de 03 a 09 de janeiro de 2016), foram identificados 231 focos em 32 municípios. Nesse mesmo período, em 2015, tinham sido identificados 147 focos em 20 municípios.

Clique aqui e confira o Boletim Epidemiológico na íntegra.

Boletim n°3 de Dengue, ZikaV e Chikungunya, com dados referentes até a Semana Epidemiológica n0 03 - (01 a 23 de janeiro de 2016)

>> Dengue

No período de 01 a 23 de janeiro de 2016 foram notificados 559 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, 523 (94%) casos estão em investigação, aguardando resultado laboratorial, 9 (2%) foram confirmados pelo critério laboratorial e 27 (5%) foram descartados.

Do total de casos confirmados, 7 (78%) são importados (transmissão fora do Estado) e 2 (22%) estão em investigação para definição do local provável de infecção (Tabelas 1 e 2).

Tabela 1: Casos de dengue, segundo classificação. Santa Catarina, 2015 - 2016.

Classificação

2015

2016

Casos

%

Casos

%

Confirmados

3.616

32

9

2

Autóctones

3.279

91

0

0

Importados

274

7

7

78

Em investigação

63

2

2

22

Descartados

6.784

58

27

5

Suspeitos

932

10

523

94

Total Notificados

11.332

100

559

100

Fonte: SINAN Online (com informações até o dia 23/01/2016).

Tabela 2: Casos confirmados de dengue segundo município de residência e classificação de Local Provável de Infecção (LPI). Santa Catarina, 2016.

Municípios de Residência SC

Nº de casos em Investigação de LPI

Nº de casos importados

Nº de casos autóctones

Autóctones

(LPI)

Bom Jesus

1

2

0

 

Canoinhas

0

1

0

 

Chapecó

0

1

0

 

Jaraguá do Sul

0

1

0

 

Joaçaba

0

1

0

 

Palmitos

1

0

0

 

Xaxim

0

1

0

 

Total

2

7

0

 

Fonte: SINAN Online (com informações até o dia 23/01/2016).

Em 2015, foram notificados 11.332 casos de dengue, dos quais 3.616 casos foram confirmados (32%), 6.784 (58%) foram descartados e 932 (10%) estão em investigação. Do total de casos confirmados, 3.279 (91%) eram autóctones, 274 (7%) importados e 63 (2%) estão em investigação para identificação do Local Provável de Infecção. Em relação ao boletim anterior (publicado no dia 19 de janeiro), dos casos em investigação, foram confirmados mais cinco (5) casos de dengue, sendo três (3) autóctones de residentes no município de Pinhalzinho, e dois (2) importados (Tabelas 1 e 2).

Comparando os anos de 2015 e 2016, até a Semana Epidemiológica nº 03 de 2015 (23/01/2015), tinham sido notificados 179 casos de dengue, sendo 43 confirmados como autóctones. Já em 2016, considerando o mesmo período, foram notificados 559 casos, sendo que nenhum caso autóctone foi confirmado até o momento (Figura 1 e 2).

Em relação aos focos do mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina, até a Semana Epidemiológica nº 03 de 2016 (de 03 a 23 de janeiro de 2016), foram identificados 697 focos, em 67 municípios. Neste mesmo período em 2015, haviam sido identificados 830 focos, em 44 municípios (Figura 3).

Atualmente, existem 28 municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti: Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Joinville, Maravilha, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, São Bernardino, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Serra Alta, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim. A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos.

 boletim-dengue-01Figura 1: Casos notificados de dengue, segundo Semana Epidemiológica de início dos sintomas. Santa Catarina, 2015-2016.
Total 2015: 11.332
Total 2016: 559
(Atualizado em 23/01/2016)

 boletim-dengue-02Figura 2: Casos confirmados de dengue autóctones, segundo Semana Epidemiológica de início dos sintomas. Santa Catarina, 2015-2016.
Total 2015: 3.279
Total 2016: 0
(Atualizado em 23/01/2016)


 boletim-dengue-03Figura3: Focos identificados de Aedes aegypti, segundo Semana Epidemiológica. Santa Catarina, 2015-2016.
(Atualizado em 23/01/2016.)

>> Febre de Chikungunya
No período de 01 a 23 de janeiro de 2016, foram notificados oito (8) casos suspeitos de Febre de Chikungunya em Santa Catarina, todos permanecendo em investigação.

No ano de 2015, foram notificados 101 casos suspeitos de Chikungunya, dos quais quatro (4%) foram confirmados, 54 (53%) foram descartados e 43 (43%) permanecem em investigação. Do total de quatro casos confirmados, um foi autóctone do município de Itajaí e outros três foram importados de outros estados. Em relação ao boletim anterior (publicado no dia 19 de janeiro), foi confirmado mais um (1) caso de Chikungunya, importado, com residência no município de Jaraguá do Sul (Tabela 3).

Tabela 3: Casos de Febre de Chikungunya, segundo classificação. Santa Catarina, 2015-2016.

Classificação

2015

2016

Casos

%

Casos

%

Confirmados

4

4

0

0

Autóctones

1

25

0

0

Importados

3

75

0

0

Descartados

54

53

0

0

Suspeitos

43

43

8

100

Total Notificados

101

100

8

100

Fonte: SINAN NET (com informações até o dia 23/01/2016).

>> Febre do Zika Vírus

No período de 01 a 23 de janeiro de 2016, foram notificados 31 casos suspeitos de Febre do Zika Vírus em Santa Catarina. Destes, 4 (13%) foram confirmados, 3 (10%) foram descartados e 24 (77%) permanecem em investigação.

Todos os casos confirmados são importados e classificados pelo critério clínico-epidemiológico (após diagnóstico diferencial negativo para dengue, sarampo, rubéola e parvovírus). Estes casos foram identificados em Braço do Norte, Florianópolis e Ipuaçu, e os prováveis locais de infecção foram os estados do Mato Grosso, Rio de Janeiro e Sergipe.  

No ano de 2015, foram notificados 76 casos de Febre do Zika Virus, dos quais 9 foram confirmados pelo critério clínico-epidemiológico, sendo todos importados de outros estados, (residentes em Itapema, Laguna, Florianópolis, Bombinhas, Gaspar e Pomerode), 44 foram descartados e 23 permanecem em investigação (Tabelas 4 e 5).

O caso confirmado de Febre do Zika Vírus no município de Itapoá não aparece no boletim, pois o paciente reside no estado de Mato Grosso.

Tabela 4: Casos de Febre do Zika Vírus, segundo classificação. Santa Catarina, 2015-2016.

Classificação

2015

2016

Casos

%

Casos

%

Confirmados

9

13

4

13

Autóctones

0

0

0

0

Importados

9

100

4

100

Descartados

44

65

3

10

Suspeitos

23

30

24

77

Total Notificados

76

100

31

100

Fonte: LACEN (com informações até o dia 23/01/2016).

Tabela 5: Casos de Febre do Zika Vírus, segundo classificação e município de residência. Santa Catarina, 2016.

 boletim dengue 4

Fonte: LACEN (com informações até o dia 23/01/2016).

>> Situação das Salas Municipais para o combate ao Aedes aegypti/SC

A Sala Estadual para o combate ao Aedes aegypti informa que todos os 28 municípios infestados pelo mosquito implantaram a Sala de Situação municipal. Os municípios de Novo Horizonte e Princesa ainda não informaram a composição das suas salas.

Em reunião com o município de Florianópolis, realizada no dia 25/01, o número de imóveis em área infestada foi revisto. Inicialmente, haviam sido contabilizados todos os imóveis da área continental do município. Entretanto, nessa área, são considerados infestados apenas os bairros Capoeiras, Coloninha e Monte Cristo. Dessa forma, com a revisão da informação, o município possui 41.326 imóveis em área infestada.

Assim, o quantitativo de imóveis a serem visitados em áreas infestadas em Santa Catarina, informado à Sala Estadual pelos 28 municípios, totaliza 333.124 imóveis.

Informações sobre as visitas aos imóveis estão sendo repassadas diariamente para a Sala Estadual. Embora todos os municípios estejam realizando as atividades, Florianópolis e Princesa ainda não repassaram a informação oficial para contabilização dos dados.

Dos 333.124 imóveis em áreas infestadas, que devem ser vistoriados até o dia 12 de fevereiro, já foram realizadas visitas em 70.340 imóveis, representando 21,1% do total. Os imóveis fechados ou que a visita foi recusada totalizam 35.178 (10,6% do total de imóveis existentes).

Além da intensificação nas visitas aos imóveis das áreas infestadas desses 28 municípios, a Coordenação da Atenção Básica da SES/SC emitiu a Nota Técnica nº 001/2016 e a Sala Estadual realizou uma webconferência no dia 22/01 com os Agentes Comunitários de Saúde de todos os municípios catarinenses. A orientação repassada foi que, na rotina das visitas aos imóveis, devem ser priorizadas as ações de orientação para população sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, bem como formas de evitar e eliminar seus potenciais criadouros.


Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:

  • Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
  • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • Mantenha lixeiras tampadas;
  • Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  • Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  • Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana;
  • Mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  • Retire a água acumulada em lajes;
  • Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados;
  • Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
  • Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da dengue.
  • Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
  • Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya o Zika vírus, procure uma unidade de saúde para atendimento.


>> O que é Dengue?

É uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. É transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. Os sintomas da dengue são: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor retro-orbital (atrás dos olhos), e manchas vermelhas na pele.

Pessoas que estiveram nos últimos 14 dias numa cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da dengue e apresentar os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado.

>> O que é Febre de Chikungunya?

É uma infecção viral causada pelo Vírus Chikungunya, que pode se apresentar sob forma aguda (com sintomas abruptos de febre alta, dor articular intensa, dor de cabeça e dor muscular, podendo ocorrer erupções cutâneas) e evoluir para as fases: subaguda (com persistência de dor articular) e crônica (com persistência de dor articular por meses ou anos). O nome da doença deriva de uma expressão usada na Tanzânia que significa "aquele que se curva".

Pessoas que estiveram nos últimos 14 dias em cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da febre de chikungunya e apresentar os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado.

>> O que é Febre do Zika Vírus?

É uma doença causada pelo vírus Zika (ZIKAV), transmitido pela picada do mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti, infectado. Pode manifestar-se clinicamente como uma doença febril aguda, com duração de 3-7 dias, geralmente sem complicações graves.

Segundo a literatura, mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas. Porém, quando presentes, a doença se caracteriza pelo surgimento do exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia, edema periarticular e cefaleia. A artralgia pode persistir por, aproximadamente, um mês.

Boletins

  1. Boletim Epidemiológico n° 20/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 13/10/2018 – SE 41/2018)
  2. Boletim Epidemiológico n° 19/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 29/09/2018 – SE 39/2018)
  3. Boletim Epidemiológico n° 15/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 04/08/2018 – SE 31/2018)
  4. Boletim Epidemiológico n° 14/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 21/07/2018 – SE 29/2018)
  5. Boletim Epidemiológico n°07/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 14/04/2018 – SE 15/2018)
  6. Boletim Epidemiológico n° 06/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 31/03/2018 – SE 13/2018)
  7. Boletim Epidemiológico n° 05/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e do zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 17/03/2018 – SE 11/2018)
  8. Boletim Epidemiológico n° 02/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 03/02/2018 – SE 05/2018)
  9. Boletim Epidemiológico n° 01/2018 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 20/01/2018 – SE 03/2018)
  10. Boletim Epidemiológico n° 26/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 30/12/2017 – SE 52/2017)
  11. Boletim Epidemiológico n° 25/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 16/12/2017 – SE 50/2017)
  12. Boletim Epidemiológico n° 24/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 25/11/2017 – SE 47/2017)
  13. Boletim Epidemiológico n° 23/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina
  14. Boletim Epidemiológico n° 22/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 28/10/2017 – SE 43/2017)
  15. Boletim Epidemiológico n° 21/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 14/10/2017 – SE 41/2017)
  16. Boletim Epidemiológico n° 20/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 30/09/2017 – SE 39/2017)
  17. Boletim Epidemiológico n° 19/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 16/09/2017 – SE 37/2017)
  18. Boletim Epidemiológico n°18/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 02/09/2017 – SE 35/2017)
  19. Boletim Epidemiológico n° 17/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 12/08/2017 – SE 32/2017)
  20. Boletim Epidemiológico n° 16/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 29/07/2017 – SE 30/2017)
  21. Boletim Epidemiológico n° 15/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 15/07/2017 – SE 28/2017)
  22. Boletim Epidemiológico n° 14/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 01/07/2017 – SE 26/2017)
  23. Boletim Epidemiológico n° 13/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 17/06/2017 – SE 24/2017)
  24. Boletim Epidemiológico n°12/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 03/06/2017 – SE 22/2017)
  25. Boletim Epidemiológico n° 11/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 20/05/2017 – SE 20/2017)
  26. Boletim Epidemiológico n° 10/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 06/05/2017 – SE 18/2017)
  27. Boletim Epidemiológico n° 09/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 22/04/2017 – SE 16/2017)
  28. Boletim Epidemiológico n° 08/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 08/04/2017 – SE 14/2017)
  29. Boletim Epidemiológico n° 07/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 25/03/2017 – SE 12/2017)
  30. Boletim Epidemiológico n° 06/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 11/03/2017 – SE 10/2017)
  31. Boletim Epidemiológico nº 05/2017 Vigilância entomológica do Aedes aegypti, e situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 25/02/2017 – SE 08/2017)
  32. Boletim Epidemiológico n° 4/2017 Situação da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 28/1/2017 – SE 4/2017)
  33. Boletim Epidemiológico n° 3/2017 Situação da dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 28/1/2017 – SE 4/2017)
  34. Boletim Epidemiológico n° 02/2017 Situação da dengue, febre do chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 14/1/2017 – SE 2/2017)
  35. Boletim Epidemiológico n° 01/2017 Situação da dengue, febre do chikungunya e zika vírus em Santa Catarina (Atualizado em 7/1/2017 – SE 1/2017)

  36. Boletim Epidemiológico 2016 Situação da Dengue, Febre do Chikungunya e Zika Vírus em Santa Catarina (Atualizado em 05/04/2017)
  37. Boletim Epidemiológico 2015 Situação da Dengue, Febre do Chikungunya e Zika Vírus em Santa Catarina (Atualizado em 06/01/2016)

 


 

Informe Epidemiológico N°02/ 2016 – Vigilância da Influenza (Atualizado em 22 de março de 2016)

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A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) são casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória, sem outra causa específica, que na maioria das vezes levam à hospitalização. Os casos podem ser causados por vírus respiratórios, dentre os quais predominam os do tipo A e B, ou por bactérias, fungos e outros agentes.

Perfil Epidemiológico dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Santa Catarina
De 1 de janeiro a 22 de março de 2016 foram confirmados 47 casos suspeitos de SRAG em Santa Catarina. Destes, 13 (27,6%) foram confirmados para Influenza, sendo todos pelo vírus Influenza A (H1N1) pdm09. Outros 34 casos (72,3%) apresentaram resultado negativo para Influenza A e B, sendo classificados como SRAG não especificada.

Dos quatro óbitos de SRAG notificados, todos apresentaram resultado negativo para Influenza A e B, sendo classificados como SRAG não especificada. (Tabela 1)

De 1 de janeiro a 22 de março de 2016 foram confirmados 47 casos suspeitos de SRAG em Santa Catarina. Destes, 13 (27,6%) foram confirmados para Influenza, sendo todos pelo vírus Influenza A (H1N1) pdm09. Outros 34 casos (72,3%) apresentaram resultado negativo para Influenza A e B, sendo classificados como SRAG não especificada.

Dos quatro óbitos de SRAG notificados, todos apresentaram resultado negativo para Influenza A e B, sendo classificados como SRAG não especificada. (Tabela 1)

 

Tabela 1: Casos e óbitos de SRAG por Influenza segundo classificação final. Santa Catarina, 2016.

Fonte: SINAN INFLUENZA WEB (atualizado em 22/03/2016 - dados sujeitos a alterações)

 

 

Figura 1- Casos de SRAG hospitalizados Classificação final por SE de início dos sintomas. SC, 2016
Fonte: SINAN INFLUENZA WEB (atualizado em 22/03/2016 - dados sujeitos a alterações)

 

Os 13 casos confirmados de SRAG pelo vírus Influenza A (H1N1) acometeram residentes nos municípios de Blumenau (sete casos), Florianópolis (três casos), São José (um caso), Guaramirim (um caso) e Tubarão (um caso). (Tabela 2).

 

TABELA 2: Casos Confirmados de SRAG por Influenza segundo subtipo viral por Município de residência. SC, 2016

Fonte: SINAN INFLUENZA WEB (atualizado em 22/03/2016 - dados sujeitos a alterações)

  

Em relação à idade, o maior número de casos de SRAG confirmados por Influenza acometeu indivíduos da faixa etária de 40 a 49 anos, com oito casos (61,5%). (Tabela 3).

 

TABELA 3: Casos Confirmados de SRAG por Influenza segundo faixa etária (em anos) e subtipo viral. SC, 2016

Fonte: SINAN INFLUENZA WEB (atualizado em 22/03/2016 - dados sujeitos a alterações)

  

Do total de casos de SRAG confirmados por Influenza, quatro deles tinham algum fator de risco associado, sendo um portador de doença crônica, um obeso e três idosos (maior que 60 anos). (Tabela 4)

  

TABELA 4: Casos Confirmados de SRAG por Influenza segundo fatores de risco. SC, 2016

Fonte: SINAN INFLUENZA WEB (atualizado em 22/03/2016 - dados sujeito a alterações)

 

Todos os 13 casos de SRAG por influenza que evoluíram para cura fizeram uso do antiviral Oseltamivir (Tamiflu), em média até três dias após o início dos sintomas.


Considerações Finais
O perfil de casos de SRAG até o momento indica a circulação do vírus influenza, com predominância do subtipo A (H1N1), acometendo principalmente adultos, idosos e pessoas com comorbidades (doentes crônicos e obesos). O prognóstico dos casos até o momento teve desfecho favorável, devido ao uso de Oseltamivir (Tamiflu) ao início dos sintomas (febre, tosse ou dor de garganta e pelo menos mais um dos sintomas: mialgia, cefaleia ou artralgia), independente do diagnóstico laboratorial.

A gripe causada pelo vírus Influenza é uma doença grave que causa danos à saúde das pessoas há muitos séculos. É transmitida a partir das secreções respiratórias, podendo também sobreviver por minutos no ambiente, sobretudo em superfícies tocadas frequentemente. A partir do contato com um doente ou superfície contaminada, o vírus pode penetrar pelas vias respiratórias, causando lesão, que pode ser grave e até fatal, se não tratada a tempo.

Os vírus do tipo Influenza circulam durante todo o ano, intensificando-se principalmente no período de inverno, quando as pessoas buscam se abrigar do frio em ambientes fechados, o que favorece a transmissão do vírus.

Neste ano, a campanha de vacinação contra gripe ocorrerá no período de 30 de abril a 20 de maio, e terá como grupos prioritários crianças menores de 5 anos, gestantes, puérperas, idosos (acima de 60 anos), indígenas, trabalhadores de saúde e portadores de comorbidades.

Além da vacinação para os grupos prioritários, estratégia eficaz na redução da doença grave entre população mais vulnerável, as principais formas de prevenção para a gripe são:

- Higiene respiratória/etiqueta da tosse, medida capaz de reduzir a circulação viral, pois previne a disseminação entre as pessoas;

- Tratamento precoce com medicamentos antivirais, que ajudam a evitar a evolução para formas graves.

 

OUTRAS INFORMAÇÕES

 

Informações adicionais​ à imprensa​:
Letícia Wilson / Patrícia Pozzo
Núcleo de Comunicação
Diretoria de Vigilância Epidemiológica
Secretaria de Estado da Saúde
Fone: (48) 3664-7406​ | 3664.7402
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Etiqueta da tosse é fundamental para reduzir a circulação do vírus da gripe

Ao tossir e espirrar, cubra a boca e o nariz com um lenço descartável e lave as mãos com água e sabão assim que possível. Na falta de um lenço, use o antebraço; nunca as mãos. Essa é a chamada Etiqueta da Tosse, principal atitude recomendada pelos especialistas em saúde para reduzir a circulação do vírus da gripe. 

“Essa medida é muito importante, pois diminui a disseminação do vírus entre as pessoas e a ocorrência de infecções respiratórias”, reforça Vanessa Vieira da Silva, gerente de Imunização e Doenças Imunopreveníveis da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde. Outras recomendações para quem estiver doente é beber bastante líquido, ter uma alimentação saudável, evitar sair de casa e manter-se distante de locais com aglomeração de pessoas, além de procurar uma unidade de saúde para iniciar o tratamento adequado.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) são casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória, sem outra causa específica que, na maioria dos casos, leva à hospitalização. Pode ser causada por vírus respiratórios, dentre os quais predominam os da influenza do tipo A e B, ou por bactérias, fungos e outros agentes. De 1º de janeiro a 14 de abril, 101 pessoas foram hospitalizadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave por gripe em Santa Catarina, conforme o Informe Epidemiológico N°6 / 2016 – Vigilância da Influenza divulgado pela Dive/SC. Dessas, 15 pessoas morreram.

Os sintomas da gripe, em geral, são febre alta, calafrios, tosse, dor de cabeça, dor de garganta, cansaço e dores musculares. “Quem estiver com febre alta, tosse e falta de ar deve procurar uma unidade de saúde em até 48 horas após o início dos sintomas”, alerta Vanessa. O tratamento precoce com medicamentos antivirais ajuda a evitar a evolução para formas graves. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

 

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Diretoria de Vigilância Epidemiológica
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Fone: (48) 3664-7406 | 3664-7402
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